Grupos de dança paraense se apresentam no Theatro da Paz

01/09/2021 15h23 - Atualizada em 01/09/2021 16h02

O Theatro da Paz vibrou com o talento dos bailarinos de 11 grupos de dança paraenses que se apresentaram na noite desta terça-feira (31), durante a programação de reabertura da grande casa de espetáculos. Do balé clássico ao tecnobrega, vários ritmos passaram pelo palco, interpretados em duas sessões de aproximadamente três horas cada. A ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), recebeu ainda a presença de 30 crianças atendidas pelo programa Territórios pela Paz (TerPaz) no bairro da Cabanagem, em Belém.

Quem abriu as apresentações foi o Grupo de Dança do Grêmio Literário Português, com o espetáculo "Úrsula: Uma história não contada", que encantou o público adulto e infantil. Na sequência, a Volé Cia de Dança, Belém, movimentou a plateia com ritmos populares do Estado, como o tecnobrega, e o Ballare Grupo de Dança interpretou o trecho do 4º ato de Dom Quixote. Para fechar a primeira sessão, dois grupos de Ananindeua emocionaram os visitantes: o Luz Grupo de Dança, com o espetáculo "Eterno Bruno", homenageando o bailarino paraense Bruno Carvalho, que faleceu de Covid-19 em 2020; e a Casa Ribalta, com o "Habitante Criador".

Para Igor Marques, presidente do Colegiado de Dança do Pará, instituição que selecionou os grupos, é muito difícil falar de dança e pensar em apenas um gênero. "A realização desta ação hoje prezou pela pluralidade, essa diversidade dos corpos, das danças paraenses, do popular ao erudito, do balé clássico ao imaginário caboclo. Também buscamos trazer grupos de diferentes municípios do Estado, tivemos artistas tanto de Belém quanto de Ananindeua, Mocajuba, Breves, Castanhal. Então, o Colegiado consegue ter esse alcance para poder trazer essa representatividade não somente da Região de Integração Guajará, mas de outras regiões de integração também", explicou o presidente.

A segunda sessão trouxe o espetáculo "Prisma", do Grupo Coreográfico Jackeline Mendes; "O Lendário indígena e a luta contra o feminicídio amazônico", do Studio Alpha, de Castanhal; e "O outro lado", do Studio de Danças por Lucinha Azeredo, de Belém. Para encerrar a noite, o Arte em Movimentos apresentou o "Vozes da Amazônia"; diretamente de Breves, o Grupo Parafolclórico Nheengaíbas interpretou o espetáculo "Nheengaíbas"; e de Mocajuba, o Grupo Terra Cabocla emocionou com "Um legado de tradição, preservação e miscigenação".

TerPaz - Além do grande público, a plateia foi composta ainda por 30 estudantes do bairro da Cabanagem, que fazem parte do programa Territórios pela Paz, do Governo do Estado. "Foi uma experiência muito boa porque a maioria desses alunos nunca esteve em um teatro e hoje estar aqui é muito importante, eles gostaram muito. A cultura faz parte da nossa vivência, então para eles extrapolar o muro da Cabanagem e da escola, porque eles viviam naquele mundo, e vivenciar o teatro é maravilhoso, algo que eles nunca imaginaram, estão todos felizes", frisou Ivanilda Vieira, gestora do TerPaz na Cabanagem.

Gabriel Moura, de 14 anos, é estudante do 9º ano da escola João Carlos Batista, na Cabanagem. Ele compartilhou a emoção de prestigiar as apresentações no teatro. “Foi a primeira vez que entrei no Theatro da Paz e achei muito lindo, as pinturas do teto, todos esses detalhes e os espetáculos foram incríveis também, muito emocionante, eles conseguem envolver o público”, comentou.

Texto Thaís Siqueira  (Ascom/Secult)

Por Iego Rocha (SECULT)