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Excesso de velocidade foi a infração mais cometida no Pará em 2016

Por Redação - Agência PA (SECOM)
16/01/2017 00h00

O Departamento de Trânsito do Estado (Detran) informa que ouve aumento significativo nas infrações de trânsito no ano passado em relação ao ano de 2015. Foram lavrados, pelos órgãos autuadores de todo o Estado, 1.101.921 autos de infração no Pará em 2016, aumento de 22,65% em relação a 2015, quando foram lavrados 898.409 autos. Belém ficou em primeiro lugar, com 394.839 registros, seguida dos municípios de Ananindeua (122 mil), na região metropolitana, e Parauapebas (80 mil), no sudeste paraense.

Segundo o setor de estatística do Detran, as três infrações mais recorrentes no Pará em 2016 foram: transitar em velocidade superior à permitida até 20% (infração média), com 404.450 mil registros, seguida do avanço do sinal vermelho (infração gravíssima), com 202.584, e transitar em velocidade superior à permitida a mais de 20% até 50% (infração grave) com 79.162 mil registros.

Em Belém as infrações mais cometidas foram: transitar em velocidade superior a 20% (infração média), com 164.603 mil, seguida do avanço do sinal vermelho (infração gravíssima), com 135.156, e transitar em velocidade superior a permitida mais de 20% até 50%, com 27.158 infrações. Em todo o ano passado, foram registradas 29.354 infrações de não uso do cinto de segurança no Pará. A irregularidade ficou em sétimo lugar no ranking de infrações.

Na capital, as ocorrências somaram 7.209 infrações por não uso do cinto de segurança, a oitava mais registrada em 2016, no ranking das infrações. O consumo de álcool registrou em 2016 o total de 585 acidentes, dos quais 374 resultaram em feridos e 37 em mortes pelo uso da substância proibida na condução de veículo.

Ainda no cenário de infrações, o uso de celular ao volante chegou a ocupar o 13º lugar em 2015, com 12.779 ocorrências, mas caiu para 19º no ranking até meados de 2016, mais precisamente o mês de agosto, quando foram registrados 6.491 casos contra 9.579 do mesmo período de 2015. Desde novembro de 2016 usar celular ao volante passou do grau médio para gravíssimo, e o valor da multa saltou de R$ 191,54 para R$ 293,47. De quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), falar no celular ao dirigir soma agora sete pontos.

Para o coordenador de Operações e Fiscalização de Trânsito, Ivan Feitosa, o aumento de infrações pode ser explicado pela intensificação da fiscalização e pela instalação de novas ferramentas de medição de velocidade, como os radares. “Temos feito ações em todo o Estado e na capital e agora contamos com o auxílio de radares móveis, mas é preciso ressaltar que os equipamentos usados em auxílio à fiscalização são para coibir infrações que acabam resultando em acidentes graves, principalmente a questão da velocidade, o uso do celular ao volante e a direção sob efeito de bebida alcoólica. O que se deseja realmente é que as pessoas pesem, antes de tudo, a segurança, a vida, antes do valor monetário de qualquer transgressão às leis de trânsito, para que possamos, enfim, ver regredir os índices de acidentalidade”, diz.