Cipoe promove ação educativa para retorno seguro às escolas na Grande Belém

Operação se inicia nesta segunda (02), em escolas da capital e Região Metropolitana e seguirá até o fim da primeira semana de retorno às aulas presenciais

02/08/2021 08h51 - Atualizada em 02/08/2021 09h32

Para auxiliar na retomada segura das aulas presenciais da rede estadual de ensino, a partir desta segunda-feira (02), a Polícia Militar do Pará, por meio da Companhia Independente de Polícia Escolar (Cipoe), dá início à operação “Volta às aulas". A ação consiste na distribuição de panfletos educativos contendo uma série de cuidados que irão garantir a segurança de alunos, professores e funcionários para que o retorno ao ambiente escolar ocorra em conformidade com as medidas preventivas. A operação ocorre em escolas da capital e Região Metropolitana e irá até o fim da primeira semana de retorno às aulas presenciais.

No material distribuído pela Companhia constam dicas preventivas, tanto para os alunos quanto para os funcionários das escolas, que reforçam a importância do uso da máscara e do álcool gel, além do distanciamento social dentro e fora de sala de aula, mesmo para os que já estão vacinados.

De acordo com o comandante da Cipoe, major José Carlos Brandão, a ação preventiva visa, também, aproximar a PM da comunidade escolar. “Neste primeiro momento, a companhia irá atuar em várias escolas, distribuindo os panfletos educativos e mostrando, não só o cuidado com a segurança escolar e com as medidas sanitárias, mas a presença da Polícia Militar durante o retorno”. 

As aulas presenciais na rede estadual de ensino estavam suspensas desde março do ano passado, quando foram registrados os primeiros casos de Covid-19 em solo paraense. No entanto, o trabalho da Cipoe não parou e se manteve em constante articulação junto à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e ao corpo técnico das escolas credenciadas.

“No período de suspensão das aulas, a Cipoe continuou com a ronda e o plano de policiamento escolar. Afinal, não atuamos somente dentro das escolas, mas também no entorno delas, conhecendo a realidade social, efetuando o policiamento preventivo e identificando as vulnerabilidades,  bem como as necessidades da comunidade escolar”, ressaltou o major Brandão. Ainda de acordo com o oficial, manter o diálogo com as escolas foi de suma importância na elaboração da operação "Volta às aulas".

Acompanhe as dicas de segurança preparadas pela Cipoe para o retorno às aulas: 

- No trajeto entre a casa e a escola, os alunos menores de idade devem estar acompanhados de responsáveis ou andar sempre em grupo, aumentando a segurança durante o percurso;

- Caso professores, funcionários ou alunos observem qualquer movimentação estranha no entorno da escola, devem informar à gestão ou acionar imediatamente a Cipoe, via 190.

- A gestão escolar deve adotar rígido controle de acesso ao interior da escola. Em caso de movimentações suspeitas, deve-se acionar a Cipoe;

- É importante a identificação de pontos vulneráveis dentro do ambiente escolar e no entorno. Também deve haver envolvimento ativo dos colaboradores quanto às medidas a serem tomadas dentro e fora da escola.

- Ainda é necessário manter as medidas de proteção contra a covid-19. O uso da máscara, o distanciamento social e a higienização das mãos continuam sendo importantes; 

- Caso estejam com tosse, febre, dificuldade para respirar e outros sintomas da doença, é recomendável que professores, funcionários e alunos fiquem em casa e evitem transmitir ao virus.

Atuação

Atualmente, 475 escolas estão credenciadas junto à Cipoe, no entanto, o policiamento escolar feito pela unidade atende hoje 370 escolas da rede estadual e 340 da municipal. Uma delas é a Escola Estadual Brigadeiro Fontenele, localizada no bairro da Terra Firme, em Belém.

O vice-diretor, José Carlos Castro, relembra que além dos roubos que aconteciam no perímetro escolar, houve casos dentro da própria escola, além de situações de desrespeito aos professores por parte de um grupo de alunos. Porém, com a presença da Cipoe, essa realidade mudou. “Após encaminharmos o ofício para a Cipoe, ela se fez presente efetivamente na escola nos turnos da manhã, tarde e noite. A presença deles, de certa forma, inibiu esse tipo de comportamento e contribuiu para a diminuição da evasão de sala de aula”, afirma o gestor.

A escola Brigadeiro Fontenele foi completamente revitalizada no ano passado pelo Governo do Estado e será a primeira da capital a receber o projeto de Supervisão Militar Educacional (Sume) da Polícia Militar. Agora, os mais de 1.600 alunos poderão vivenciar o que ocorre hoje no Colégio Militar Rio Tocantins (CMRio), em Marabá, que foi o primeiro a receber o projeto de supervisão militar e alcançou o melhor índice do IDEB regional em 2020.

"Estamos inseridos em um bairro periférico e que ainda vive uma realidade de violência. A expectativa é que com esse projeto da Polícia Militar os alunos possam evoluir, não só pedagogicamente, mas socialmente, enxergando novas perspectivas de vida que não sejam por meio do crime. Com esse projeto, a nossa esperança é que o aluno tenha novas possibilidades por meio do esporte, lazer e cultura”, finaliza o vice-diretor.

A Cipoe

A companhia independente de Polícia Escolar atua há 30 anos na prevenção da violência e no combate à criminalidade nas escolas de Belém, Ananindeua e Marituba. Atuando de maneira preventiva e repressiva, a Cipoe realiza operações como Raio Escolar, Recobrimento Escolar, Plano de Segurança Escolar e Tutores da Paz, que vão desde inspeções a palestras junto à comunidade. Atualmente, a companhia conta com um efetivo de 77 militares especialmente treinados para atuar em ocorrências envolvendo o ambiente escolar. 

De acordo com o comandante da unidade, a Cipoe conta com mais de 50% do efetivo capacitado em policiamento escolar, que é uma modalidade de policiamento preventivo. Segundo o major Brandão é por meio dos cursos de qualificação que o militar é preparado para lidar com casos como tráfico de drogas, violência, aliciamento de menores de idade e casos de roubo no perímetro escolar.

“Os militares são capacitados para conhecer e identificar as problemáticas das escolas de cada região, pois em cada bairro existe uma tipicidade diferente. Por isso, o policial precisa estar preparado e saber atuar adequadamente em cada uma dessas localidades”, conclui o oficial. 

Como solicitar o policiamento escolar?

As escolas interessadas podem acionar a Cipoe, via ofício, ou em casos em que o policiamento repressivo precisa ser imediatamente acionado a escola pode acionar a companhia por meio do 190, situação em que será feito o atendimento emergencial. A sede da Cipoe fica localizada na travessa Dr. Eneas Pinheiro, entre as avenidas Duque de Caxias e Rômulo Maiorana, no bairro do Marco, em Belém. 

Texto: Rebeca Rocha/ ascom PM

Por Taiane Figueiredo (PM)