Pará e mais cinco estados apresentam projetos ao enviado especial do Governo dos Estados Unidos

Governador Helder Barbalho ressaltou a estratégia de bioeconomia, que visa incentivar desenvolvimento "justo e vocacionado"

30/07/2021 19h58 - Atualizada em 30/07/2021 21h05

O governador Helder Barbalho participou, na tarde desta sexta-feira (30), de uma videoconferência com o enviado especial para o Clima do Governo dos Estados Unidos, John Kerry. O encontro teve a participação de outros governadores, que apresentaram os projetos prioritários de cada região do País na área de conservação ambiental.

O Pará, representando a região Norte, apresentou o Projeto “Bioeconomia Pé no Chão”, desenvolvido em parceria com a Universidade de Nova York (NYU), que busca a construção e execução de um plano de ação para o desenvolvimento do Pará nos níveis econômico e humano.

A proposta é baseada no estudo “Oportunidades para exportação de produtos compatíveis com a floresta na Amazônia brasileira”, que integra o Projeto “Amazônia 2030”, publicado em 2021, com atividades que podem impulsionar o desenvolvimento econômico regenerativo de baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). O objetivo é ampliar a geração de renda e emprego naquilo que o Pará já produz e tem vocação natural.O Governo do Pará investe para reduzir o desmatamento e promover a recuperação ambiental

Desenvolvimento justo - O governador Helder Barbalho ressaltou que “a Bioeconomia é, possivelmente, a última oportunidade que a Amazônia tem para expressar seu inteiro potencial e produzir desenvolvimento justo e vocacionado, a partir do capital natural que temos como diferencial perante o mundo. É por isto que, no Pará, temos avançado com o Plano de Recuperação Verde (PRV), assim como o Plano Amazônia Agora (PAA). Nossa principal política pública é fazer com que o Estado, simultaneamente, reduza desmatamento e promova recuperação de ambientes naturais, o que abre caminho para um componente central: a estratégia estadual de Bioeconomia”.

Serão gerados cerca de 3 mil empregos verdes diretos, com a expectativa de ter reflexos significativos na geração de empregos indiretos (nos serviços associados) -, algo em torno de 20 mil empregos indiretos, além de benefícios intangíveis, como o reconhecimento da marca Amazônia.

Captação de recursos - O objetivo da reunião é captar fundos para as iniciativas do “Portfólio de Projetos Brasileiros sobre Mudanças Climáticas”, que contém informações sobre os dez projetos apresentados. “O Pará tem potencial para alavancar as cadeias de produtos da sociobiodiversidade, e ainda para exportar volumes muito maiores dos produtos que suas empresas e comunidades já exportam para mercados existentes em áreas prioritárias de desenvolvimento econômico e social de baixo carbono, em uma lógica de desenvolvimento territorial”, reforçou o secretário Mauro O’de Almeida, titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

“Todas as regiões do Brasil têm um papel a ser desempenhado para conseguir uma economia verde sustentável. Nós entendemos aqui, nos EUA, que precisamos reduzir nossa dependência dos combustíveis fósseis. Por isso que nós seguimos fechando usinas energéticas à base de carvão. E por isso hoje estou reunindo com os senhores, que estão demonstrando compromisso e liderança nessa área. Estou convencido que há um caminho que possamos trilhar e garantir um bom nível de vida na região Amazônica, e em todo o Brasil”, disse John Kerry na reunião.

A reunião faz parte do movimento “Governadores pelo Clima”, que no início deste ano enviou uma carta ao presidente norte-americano, Joe Biden, para fortalecer a agenda ambiental. Participaram da reunião os governadores de São Paulo, João Dória (representante da região Sudeste); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (Sul); do Pará, Helder Barbalho (Norte); do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (Centro-Oeste); do Piauí, Wellington Dias (Nordeste), e do Maranhão, Flávio Dino (Consórcio da Amazônia).

Programas apresentados na reunião:

1) Gestão Integrada dos Recursos Hídricos e Revitalização das Bacias Hidrográficas (BH) do Espírito Santo: BH do Rio Itapemirim, BH do Rio Santa Maria do Doce e BH do Rio Santa Joana;

2) Proteção e Conservação da Mata Atlântica no Vale do Futuro (Vale do Ribeira / São Paulo);

3) Projeto integrado de monitoramento, conservação, restauração florestal e desenvolvimento socioprodutivo da região Nordeste do Brasil;

4) Expansão do Programa Maranhão Verde;

5) Renova Taquari;

6) Pró-Pantanal – Programa de Apoio à Recuperação do Bioma Pantanal;

7) Bioeconomia “Pé no Chão” - Pará;

8) Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Região Sul;

9) Conservação e recuperação de ambientes florestais e campestres nos biomas Pampa e Mata Atlântica.

Por Bruna Brabo (SEMAS)