Semas debate propostas da Amazônia Legal para Fórum Mundial de Bioeconomia

Evento realizado durante dois dias na capital federal reúne secretários de Meio Ambiente da região

23/06/2021 18h29 - Atualizada em 23/06/2021 21h39

O encontro reúne em Brasília gestores do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e RoraimaEm Brasília (DF), gestores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) participam da primeira Reunião Ordinária do Fórum de Secretários do Meio Ambiente da Amazônia Legal de 2021, da GCF Task Force, nesta quarta-feira (23) e quinta-feira (24). O objetivo do encontro é debater temas essenciais para a gestão ambiental na região, no contexto nacional e internacional.

“É uma oportunidade de alinhar com os outros secretários de Meio Ambiente sobre a participação dos governos do norte e do Consórcio da Amazônia Legal no Fórum Mundial de Bioeconomia, em Belém. O Pará tem sido um dos líderes de apresentação de projetos. Viemos nos estruturando nesses dois anos e meio para apresentar projetos para organismos internacionais e fontes de financiamento públicas ou privadas. O Pará contribui com os estados menores, que muitas vezes não têm oportunidade que o Estado tem, buscando alinhar para que todos participem. O Plano Amazônia Agora tem sido um exemplo, que pode ser internalizado por outros estados como estratégia de combate ao desmatamento e às emissões líquidas zero até 2036”, ressaltou o titular da Semas, Mauro O’de Almeida.O titular da Semas, Mauro O’de Almeida (d) e o secretário adjunto Raul Protázio

No primeiro dia, o encontro debateu oportunidades e desafios para acesso dos estados ao mercado de reduções de emissões de REDD+; avanços do Comitê Regional para parcerias com os povos indígenas e comunidades tradicionais, encaminhamentos; Fórum Mundial de Bioeconomia e alinhamento com a visão do Pará em relação à Estratégia Regional para Bioeconomia; elaboração do Plano de Ação de Manaus e proposta de longo prazo para a força-tarefa GCF.

Contribuição - Para o secretário adjunto de Gestão de Recursos Hídricos e Clima da Semas, Raul Protázio, foi um momento muito importante para alinhar estratégias de apoio e colaboração entre os estados vizinhos para o Fórum Mundial de Bioeconomia. “Nesse ambiente pudemos anunciar que o Pará está construindo uma estratégia de bioeconomia e detalhar melhor o caminho do Estado até a execução do Fórum. Mostramos toda a lógica e estrutura que vamos apresentar no evento e convidamos a trazer contribuições, seja através da academia, de empresas, produtores e produtos de seus estados, entendendo que são da Amazônia. Essa transição histórica da bioeconomia que estamos passando é mundial, e a Amazônia tem papel central”, ressaltou.

No evento também serão alinhados o planejamento regional para o combate ao desmatamento e aos incêndios florestais, e a preparação dos estados para a COP (Conferência das Partes/Organização das Nações Unidas). “Nós temos dois dias de muito trabalho, quando serão definidas estratégias comuns para atuação dos nove estados da Amazônia Legal, interna e externamente. Os estados estão definindo suas ações dentro dos seus territórios, como também estamos fazendo definições comuns para nossa atuação nacional e internacional”, informou Mauren Lazzaretti, secretária de Meio Ambiente do Mato Grosso e presidente do Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal.Representantes de outros estados da Amazônia Legal

No segundo dia serão abordados os aspectos institucionais do Fórum de Secretários de Meio Ambiente/GCF/ Câmara Setorial do Consórcio: Eleição da presidência e vice-presidência para o próximo mandato; estratégia dos estados para o combate ao desmatamento e queimadas em 2021.

“Somos muitos cobrados sobre a conservação dos nossos recursos, mas a gente é uma das regiões que têm o maior índice de pobreza. Então, aliar e alinhar a conservação ambiental com geração de riquezas e distribuição de renda é muito importante, e talvez seja um desafio muito maior do que apenas ajudar na conservação ou atuar contra mecanismos econômicos que não conversam com a nossa realidade ambiental. Fazer isso de maneira integrada nos parece, para os secretários de Meio Ambiente dos estados da Amazônia legal, em especial os da Região Norte, a melhor estratégia possível, porque a gente aproveita as soluções já existentes, compartilha e fortalece as nossas agendas e participações políticas nesse momento em que a gente tem acompanhado o aumento do desmatamento e das queimadas”, disse o secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira.

Participam do encontro representantes dos estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Roraima.

Por Bruna Brabo (SEMAS)