Seaster orienta empreendedores contemplados pelo Programa Fundo Esperança

Ao menos, 143 trabalhadores, de diversos segmentos econômicos, têm capacitação sobre plano de negócios, educação financeira, atendimento ao público

06/05/2021 13h31 - Atualizada em 06/05/2021 16h27

A Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), por meio da Coordenação de Empreendedorismo e Economia Solidária, vem orientando os empreendedores contemplados no Programa Fundo Esperança. Atualmente, 143 trabalhadores, de diversos segmentos econômicos, são orientados sobre a cultura empreendedora a partir de temáticas como plano de negócios, o Microempreendedor Individual (MEI), educação financeira, precificação, vitrinismo (técnicas de montagem de vitrines) e atendimento ao público.

Um dos beneficiados do Fundo Esperança é Francisco Souza. Ele informou que utilizou o empréstimo financeiro para abrir o seu primeiro restaurante, após ficar desempregado no início deste ano. "De posse do dinheiro, fui orientado pela Seaster, de forma online, a aplicar o dinheiro da melhor forma possível. Me organizei, comprei insumos, e hoje o meu restaurante está em pleno funcionamento, comercializando, por enquanto, por delivery (entrega a domicílio). Sou microempreendedor individual, estou legalizado e tenho muito orgulho disso", garantiu ele.

O Fundo Esperança assegura financiamento para empreendedores que enfrentam os impactos econômicos negativos da pandemia da Covid-19. O Programa é gerenciado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e operacionalizado pelo Banpará.

A Seaster entra com a assistência ao pequeno e médio empreendedor, oferecendo consultoria ao empreendedor contemplado. Coordenadora de Empreendedorismo e Economia Solidária da Seaster, Silvia Baeta explica que os 143 empreendedores cadastrados são dos segmentos de embelezamento, gastronomia e confecção.

"O objetivo é apoiar, organizar e fomentar iniciativas de produção familiar, comunitária, entre outras atividades econômicas, por meio de ações de formação e qualificação dos trabalhadores, contribuindo para a inclusão social, profissional e a redução das desigualdades sociais", afirmou Baeta. 

Uma das temáticas abordadas nas atuais capacitações é a educação financeira, voltada para a gestão do negócio de maneira organizada, onde o empreendedor é incentivado a desbravar e entender o que, de fato, é seu objeto no mercado. Na prática, a educação financeira trata de um conjunto de ações e procedimentos que devem ser seguidos na busca do sucesso do negócio. 

"Além do dinheiro, que foi fundamental, já que fortalece a economia e gera empregos, a orientação da Seaster é importante, pois garante um acompanhamento direto de todas as etapas de investimento do dinheiro, que chegou em ótima hora, para mim. Pretendo contratar, em breve, meu primeiro funcionário. Meu objetivo é crescer, sempre", destacou o empreendedor Francisco Souza.  

Fundo Esperança

Em 2021, o Programa disponibiliza mais R$ 150 milhões para os 52.435 empreendedores de todas as regiões do Pará, que garantiram as inscrições pelo site oficial do Fundo. De acordo com o Banpará, os inscritos têm o prazo de até 45 dias para comparecerem às agências com a documentação necessária para a assinatura do contrato e, após, efetuar o saque, o que garante que o recurso não fique parado. Ainda, segundo o Banpará, caso a pessoa inscrita não saque o recurso disponível, o dinheiro retorna à instituição para ser disponibilizado para aqueles que necessitam do financiamento.

Entre as vantagens especiais oferecidas pelo financiamento do Programa Fundo Esperança estão a taxa de juros de 0,2% ao mês, além do prazo para pagamento de até 36 meses e carência de 180 dias para pagar a primeira parcela. É possível, por exemplo, a tomada de novos financiamentos por quem já foi  beneficiado pelo Programa, no ano de 2020, desde que adimplente na primeira edição. 

*Por Rodrigo Reis.

Por Governo do Pará (SECOM)