Estudo da Ufra aponta que segunda onda da Covid-19 no Pará é menor que no Brasil, EUA e Reino Unido

Atendimento médico ágil e oferta adequada de leitos faz Estado atravessar segunda onda da Covid de forma menos agressiva

30/04/2021 08h17 - Atualizada em 30/04/2021 10h33

O informe Técnico produzido pelo Comitê Científico Assessor ao Enfrentamento da Pandemia da Covid-19 do Estado do Pará avalia que, atualmente, o número de pessoas infectadas e a quantidade de óbitos por conta da Covid-19 no Pará está em um patamar de estabilidade com tendência de queda.

A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), membro do Comitê, aponta que o Estado atravessa a segunda onda da Covid de forma menos agressiva que a média nacional e de países como Reino Unido e Estados Unidos.

De acordo com avaliação da UFRA, o desempenho paraense está diretamente relacionado a utilização de inteligência artificial para prever cenários e demandas na rede pública de saúde por conta da Covid-19. Ainda, segundo a Universidade, o amplo atendimento médico preventivo e aberturas de leitos clínicos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) influenciaram diretamente na preservação de vidas.

2021

No acumulado deste ano, em comparação à média nacional, o Pará tem um desempenho menor em 48,87% no número de infectados e 42,26% de óbitos. Neste período, o Pará registrou 1.572,34 infectados por 100 mil habitantes e 51,63 óbitos por 100 mil habitantes, contra 3.075,39 (infectados por 100 mil habitantes) e 89,42 (óbitos por 100 mil habitantes) da média nacional, respectivamente. 

Maior Intensidade de Óbitos

De acordo com a análise, o período de maior intensidade de óbitos da segunda onda Covid-19 no país foi entre a primeira e terceira semana do mês de abril. No Pará, aconteceu nas duas primeiras semanas do mês de abril. Neste episódio, o Estado também apresentou desempenho abaixo da média nacional.

Pará em destaque com as vidas salvas

O Pará é destaque na redução da quantidade de óbitos entre os maiores patamares da primeira e segunda ondas. Essa redução foi de 25,19%. “Dessa maneira entendemos que, com a atenção médica imediata viabilizada por esforços da rede hospitalar pública e privada, bem como a suplementação e alocação inteligente de leitos Clínicos e de UTI ao longo de todo o Estado do Pará, milhares de vidas de paraenses podem ter sido preservadas”, afirma o Professor Jonas Castro da UFRA.

Calendário das ondas

1º onda - No Pará foi entre a segunda e terceira semana do mês de maio de 2020 e na média nacional foi entre a quarta e quinta semana do mês de julho.

2º onda - No Pará, primeiras semanas dos meses de abril. No Brasil, foi entre a primeira e terceira semana de abril.

Comitê Técnico e Científico

No Pará, a Ufra faz parte do Comitê Técnico e Científico criado pelo Governo do Estado e liderado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) para avaliar as ações realizadas para enfrentamento da Covid-19. Dentre elas estão a abertura de leitos, manutenção e abertura de Hospitais de Campanha, além de decisões sobre os bandeiramento das regiões de saúde que regulam o funcionamento das atividades econômicas.

Ações paraenses focam no atendimento

Além da vacinação e medidas sanitárias preventivas, o Governo do Estado acredita na testagem, diagnóstico precoce, atendimento médico especializado e imediato à população como medida estratégica no enfrentamento à Covid-19.

Atendimento Covid-19

Para auxiliar o atendimento à população ao longo da pandemia, o Governo do Estado tem colocado à disposição da população atendimento especializado em Covid-19 em espaços físicos e móveis através Policlínicas, Hospitais de Campanha e mudança de perfil de hospitais para a doença.

Por Leonardo Nunes (SECOM)