No dia internacional do Jovem Trabalhador, juventude comemora vagas no mercado de trabalho

23/04/2021 16h40 - Atualizada em 24/04/2021 11h11

Com mentalidade diversa, um jeito proativo e inovador, a juventude tem se inserido no mercado de trabalho cada vez mais cedo e demonstrado aos empregadores que mesmo sem experiência, o jovem tem sim muito para acrescentar.

Hoje, 24 de abril, é comemorado o dia Internacional do Jovem Trabalhador. A data foi instituída para gerar conscientização sobre a importância da oferta de trabalho seguro, qualificado e agregador para a juventude.

Um estudo do Dieese, publicado na sexta-feira, 23, aponta que mesmo com uma conjuntura bastante adversa, em função dos reflexos da pandemia, o Pará registrou aproximadamente  6 mil contratações de jovens aprendizes durante os últimos 12 meses, com destaque para os setores do Comércio, Indústria e Serviço. O resultado obtido pelo Estado é o maior verificado entre os demais estados da Região Norte;  Os dados foram elaborados pelo Dieese, em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), com base em informações do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED.

Kiara Nascimento tem 17 anos, reside em Canaã de Carajás e conquistou o primeiro emprego há poucas semanas. Ela conta que soube da vaga de aprendiz através das redes sociais do Sistema Nacional de Emprego (Sine), entrou em contato e logo foi chamada para a entrevista. "Assim que eu soube da vaga liguei para o Sine. Como aqui em Canaã os postos estão com o atendimento presencial suspenso, eles fizeram o meu cadastro pelo telefone, enviei a documentação e uns dias depois já fui chamada para a entrevista. Foi muito rápido. Lá eu tenho aprendido bastante", conta.

No Pará, em que pese o ano da pandemia e todas as suas consequências, o Governo do Estado tem incentivado políticas públicas voltadas aos jovens, o que contribuiu no alcance deste resultado significativo. O exemplo é o Primeiro Oficio, programa que se volta para  uma parcela da juventude mais vulnerável.

O Programa, lançado em agosto de 2019, tem o objetivo de gerar oportunidade de inserção no mercado de trabalho para jovens entre 14 e 24 anos que se encontram em vulnerabilidade social. Por meio da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), o Governo do Estado mantém a iniciativa que visa sensibilizar empresas que usufruem de algum tipo de benefício fiscal, a dedicar 30% de suas vagas do Programa Jovem Aprendiz a jovens oriundos do cumprimento de medidas socioeducativas e do sistema prisional, ou que estejam em situação de vulnerabilidade. O programa já inseriu aproximadamente 1200 jovens em vagas de aprendizagem no Estado do Pará e certificou diversas empresas com o selo “Empresa Cidadã”.

Paulo Vitor é um dos jovens que garantiram uma oportunidade no mercado através do programa. Em novembro, ele foi contratado pela empresa Serabi Gold, uma companhia de mineração com atividades na região geológica do Tapajós, no Pará.  Paulo faz parte da primeira turma de aprendizes que foram contemplados dentro do programa em um contrato social, onde a empresa disponibiliza o jovem a um serviço externo. Segundo ele, a oportunidade deve nortear a sua vida profissional daqui pra frente. "Eu atuo conectando empresas, então a experiência administrativa mais o certificado do curso que nós fazemos vai melhorar o meu currículo, me tornando mais competitivo para experiências futuras. Sem contar que a oportunidade veio em uma boa hora; meu pais fazem parte da população que não possui trabalho formal, então essa ajuda financeira faz com que eu ajude em casa, diminuindo de certa forma o peso nas costas deles".

Pelo menos 20 empresas já assinaram o termo de adesão. Mesmo em meio a pandemia, a Seaster continua realizando parcerias e mantendo contato com os empresários.

"Durante este processo de retomada, nós também voltamos a contatar com o empresariado, dialogando e apresentando o programa. É papel do Estado dar oportunidade aos jovens, em especial aqueles que estão em situação de vulnerabilidade, oportunizando o ingresso no mercado de trabalho e aproximando as empresas do governo, discutindo questões como a redução da violência e aprendizagem", enfatizou o Secretário Adjunto de Trabalho e Emprego da Seaster, Miriquinho Batista.

Por Camila Santos (SEASTER)