Pará já discute diretrizes para desenvolvimento da bioeconomia

Estado, iniciativa privada e entidades civis vão definir a implantação de um modelo de negócios sustentáveis

22/04/2021 20h53 - Atualizada em 23/04/2021 09h27

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) realizou de forma virtual, nesta quinta-feira (22), a II Reunião de Construção da Estratégia de Bioeconomia do Estado do Pará, com o objetivo de elaborar diretrizes para o desenvolvimento de uma economia ecológica. O aporte financeiro é destacado como importante pilar do projeto.

“As ações de responsabilidade estadual vão ser internalizadas no planejamento do Estado. Outras que sejam de iniciativa privada vamos trabalhar na articulação para que possam acontecer. Nós temos uma discussão de financiamento de grande escala dessa transformação bioeconômica do Estado, e para isso se faz necessária uma estratégia de aplicação de recursos. Precisamos de um conjunto de ações, atividades e eixos, pra que a gente possa casar o recurso com a implementação”, ressaltou o secretário adjunto de Gestão de Recursos Hídricos e Clima da Semas, Raul Protázio.Governo do Estado quer definir o modelo de economia sustentável com vários setores da sociedade

As principais metas que norteiam a agenda de promoção da bioeconomia no Pará são: ampliar o uso sustentável dos recursos naturais com aproveitamento das potencialidades locais; melhorar a geração e distribuição de renda, e a redução das emissões de gases de efeito estufa; estabelecer modelo de desenvolvimento bioeconômico, com inclusão social e valorização do conhecimento amazônico tradicional, e conciliar a diversificação da matriz produtiva com uso e geração de tecnologias que promovam a redução de emissões de gases de efeito estufa.

“Precisamos pensar em como criar um ecossistema para promover negócios sustentáveis na Amazônia, em como criar um círculo virtuoso nesse processo para gerar produção. Isso perpassa por investimentos em educação, para capacitar as pessoas e definir também logística (infraestrutura). Os eixos norteadores da estratégia permitem identificar o que queremos promover. Mas quando a gente pensa em uma estratégia, também tem que pensar em como essa estratégia vai casar com as expectativas apropriadas; qual o empurrão inicial para que esse processo possa ser contínuo”, explicou Camille Bemerguy, diretora de Bioeconomia, Meteorologia, Hidrologia e Mudanças Climáticas da Semas.Representantes de vários setores participaram da II Reunião de Construção da Estratégia de Bioeconomia

Fórum Mundial - A economia sustentável vem sendo incentivada em países como Canadá e Finlândia, e tem potencial para desenvolvimento no Pará. Porta de entrada para a Amazônia brasileira, com um ecossistema único e fundamental para o meio ambiente do planeta, Belém reunirá palestrantes e especialistas de vários países em torno do desenvolvimento sustentável e das potencialidades regionais no Fórum Mundial de Bioeconomia (FMB), marcado para outubro deste ano.

Os próximos passos na elaboração das estratégias de uma economia ecológica envolverão outras instituições, públicas, privadas e da sociedade civil, que passarão a compor os grupos temáticos. 

O projeto é coordenado pela Semas e conta com a cooperação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).

Por Bruna Brabo Secom (SECOM)