Policlínica Metropolitana ultrapassa 16 mil atendimentos desde o início de março

Funcionando sem interrupção, o serviço garante a pessoas com sintomas leves e moderados de Covid-19 o atendimento logo no começo da doença

12/04/2021 20h12 - Atualizada em 12/04/2021 21h44

As pessoas que procuram a Policlínica Metropolitana passam pela triagem logo na acolhidaA Policlínica Metropolitana, localizada na Avenida Almirante Barroso, em Belém, registrou 16.051 atendimentos a pacientes com sintomas leves e moderados da Covid-19 no domingo (11), contabilizados desde 06 de março de 2021, quando voltou a atender exclusivamente casos da doença. A estratégia do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que visa prestar os primeiros atendimentos a pessoas que apresentam sintomas típicos da infecção pelo novo coronavírus, ajudando no enfrentamento à doença de forma humanizada, rápida e com qualidade.

Márcia Regina credenciou o atendimento na Policlínica como ″excelente″“É uma estratégia muito boa. Já pensaste chegar num lugar e não poder ser atendida numa situação como essa de pandemia? Vejo o sufoco de não poder respirar, febre alta... Então, poder ter um atendimento como esse é excelente”, afirmou Márcia Regina, 52 anos, operadora de caixa em uma farmácia. Ela passou 13 dias com febre, dores na cabeça e ouvido, e cansaço e procurou a unidade. “Vi na televisão sobre o atendimento aqui e fui muito bem atendida. O exame foi rápido, o médico me atendeu muito bem e as meninas da recepção também. Me encaminharam diretamente para ser atendida pelo médico. Graças a Deus meus exames estão ‘ok’. Recomendo a Policlínica. É ótima”, garantiu.

O professor Jorge Tavares também destacou a eficiência do atendimento recebido na PoliclínicaO professor Jorge Tavares, 26 anos, também relatou sua experiência. Ele retornou nesta segunda-feira (12) à Policlínica em cumprimento aos protocolos, após receber o primeiro atendimento na semana anterior quando estava com febre e dor na cabeça. “Fiz as medicações e estou voltando só por protocolo. Agora senti um pouco de dor na coluna e um pouco de cansaço no peito”, informou.

Após passar novamente pela triagem, foi reavaliado pela equipe médica. “Foi um atendimento muito bom desde a primeira vez que vim. Realmente foi algo muito bom nesse momento. A gente estava meio perdido, sem ter para onde correr, o que tinha que fazer. Foram vários pontos que acabaram fazendo com que a gente tivesse pelo menos um norte, onde ser atendido, que tipo de medicação fazer, quais os protocolos corretos a seguir. Foi algo realmente muito positivo. Estão de parabéns pelo atendimento”, afirmou o professor.Pacientes passam pela tomografia quando há indicação da equipe médica

Serviço diário - Somente no último domingo (11) foram realizados 154 atendimentos médicos na unidade. No mês de marco, foram 12.838 pessoas atendidas. O serviço é diário, de domingo a domingo, das 8 às 17 h. De acordo com o médico Luiz Eduardo, uma equipe de 13 médicos se reveza dentro da unidade, garantindo o atendimento desde a entrada, com o acolhimento aos pacientes para saber se os sintomas relatados se enquadram no perfil da Poli Metropolitana. “Depois passam por uma triagem e sobem até o atendimento em si, quando passam pelo consultório médico para avaliação, e se necessário realizam a tomografia e recebem as medicações necessárias”, explicou o médico.

Entre os critérios adotados pela equipe de saúde, ainda durante o acolhimento são observados os sintomas e o tempo que se manifestaram nos pacientes. “A gente sabe que tosse e febre são os sintomas mais prevalentes, 50% dos casos apresentam os sintomas, mas existem outros, como dor no corpo. Algumas pessoas entram com diarreia. A gente avalia tudo, se teve contato com casos suspeitos ou algo que fale a favor. Às vezes, a falta de olfato é também um sintoma que, quando presente, fala bastante como sintoma de Covid. A gente atende dessa forma, ouve o paciente e se achar que ele deve ser atendido aqui pelos critérios, é acolhido aqui dentro”, acrescentou Luiz Eduardo.

Perfil da Policlínica - O médico reforçou o perfil da unidade, destacando o atendimento humanizado como parte importante nesse processo, e enfatizando que a Policlínica não recebe casos de urgência e emergência, e sim pessoas com sintomas leves e moderados. Segundo ele, “existem pessoas que estão mais tranquilas, geralmente as mais jovens. Mas quando a gente recebe idosos, percebe uma preocupação maior, um medo e aflição de que possa piorar a cada dia. É uma doença nova, uma doença que a evolução é imprevisível. Porém, dentro do atendimento, a gente tenta tranquilizar o paciente. Se não tiver nenhuma alteração quando vai ouvir o pulmão do paciente, a gente diz que está limpo no momento, está saturando bem o oxigênio no sangue e faz todas as orientações devidas de isolamento domiciliar e cuidados que deve ter”.Profissionais da Policlínica primeiro conversam com as pessoas para encaminhá-las às consultas

Com qualquer sinal de piora no quadro de saúde, como a persistência da febre acima de 38.5 graus, no padrão da tosse ou falta de ar, o paciente deve ser reavaliado. “Aqui na Policlínica ou na urgência, mas isso é orientado aos pacientes na consulta”, acrescentou Luiz Eduardo.

Para o médico, a Policlínica Metropolitana é uma excelente estratégia no enfrentamento à Covid-19. “A unidade está conseguindo suprir essa necessidade até o momento. A gente aborda os pacientes que chegam aqui, e tem conseguido ajudar bastante a fazer com que o fluxo em outros locais fique mais tranquilo, e que toda a demanda seja atendida”, garantiu.

Postos fixos - O governo do Estado mantém ainda, além da Policlínica Metropolitana, atendimento nas policlínicas que funcionam nos seguintes postos e horários em Belém:

- Policlínica Metropolitana: domingo a domingo, das 8 às 17 h.

- Núcleo de Esporte e Lazer (NEL): segunda a sábado, das 8 às 17 h. Aos domingos, das 8 às 13 h.

- Estacionamento do Hangar: segunda a sábado, das 8h30 às 17 h.

- Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho): segunda a sábado, das 8h30 às 17 h.

Por Michelle Daniel (NGTM)