Seduc desenvolve ações preventivas de combate ao bullying no ambiente escolar

Nesta quarta-feira (7), celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

07/04/2021 12h39 - Atualizada em 07/04/2021 12h59
Por Giovanna Abreu (SECOM)

Agressões verbais, físicas e psicológicas caracterizam o bullying, expressão que surge a partir da palavra inglesa “bully”, que significa valentão. Para combater a prática de perseguição e intimidação no ambiente escolar, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) desenvolve ações preventivas de combate, que ganham destaque nesta quarta-feira (7), data em que é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola.

Segundo Giovana Costa, coordenadora de Ações Educacionais Complementares da Seduc, agressões de qualquer natureza prejudicam o rendimento escolar e a convivência social dos estudantes, além dos transtornos psicológicos que a vítima pode desenvolver. “O sentimento que a vítima começa a ter é de humilhação, de intimidação, de medo e de revolta, alterando o comportamento da mesma para o isolamento social, afetando as atividades escolares e tornando-se um aluno em potencial à evasão escolar, além dos problemas psicológicos irreversíveis”, alerta.

Entre as ações de combate ao bullying, a Seduc promove qualificações continuadas para os profissionais da educação, além dos projetos pedagógicos que são estimulados através das Unidades Seduc na Escola (USEs) e Unidades Regionais da Educação (UREs), com o objetivo de orientar as escolas a incluir no seu planejamento pedagógico: rodas de conversa, seminários, filmes e palestras sobre a temática.

“Nós sabemos que infelizmente há situações incontroláveis, que fogem a esfera de qualquer profissional da educação, por isso, a gente trabalha com as formações continuadas junto aos educadores, para que venham estimular e despertar um olhar mais sensível para aquele aluno que apresenta alguma dificuldade na aprendizagem, e pode ser em função de estar sofrendo algum tipo de bullying”, explica Giovana Costa. 

Caso os educadores identifiquem alunos que são vítimas da prática, as principais orientações, segundo a coordenadora, são: conversar com o estudante, chamar a família e encaminhar para a rede de atendimento. Dependendo da situação, o aluno pode receber acompanhamento do Conselho Tutelar, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

A Unicef, o Tribunal de Justiça do Pará e a Polícia Civil são entidades parceiras da Seduc e atuam ativamente para combater o bullying e o cyberbullying, que possui a mesma essência da prática (agressão do valentão à vítima) só que de forma virtual.

COMBATE AO BULLYING

A criação do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola foi instituída por meio do Projeto de Lei 3015/11, com o objetivo de alertar as escolas sobre a importância de combater e de saber lidar com os casos de violência no ambiente escolar. A data foi escolhida por conta do atentado ocorrido em 7 de abril de 2011, dentro de uma escola brasileira, conhecido como o Massacre do Realengo.

O ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, Rio de Janeiro. Armado, começou a disparar contra os alunos dentro de uma das salas de aula. No ataque, matou 12 estudantes com idade entre 12 e 15 anos, além de ter deixado outros 20 feridos. O atirador, que havia sido vítima de bullying quando foi aluno da escola, cometeu suicídio logo após a ação.