Pará discute marcas coletivas com representantes de 7 países e 17 estados

Estado tem selo de indicação geográfica para o cacau de Tomé-Açu e tem duas indicações de marcas coletivas: a farinha de Bragança e o queijo do Marajó

24/02/2021 12h27 - Atualizada em 24/02/2021 14h41
Por Camila Botelho (SEDAP)

Pelo canal do Youtube, técnicos de sete países e 17 estados brasileiros discutem indicação geográfica e marcas coletivas de produtosRepresentantes de sete países participam até o próximo dia 26 do I Seminário Internacional de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas do Estado do Pará (I Sigema). Participam especialistas do Brasil, da Argentina, Canadá, França, Itália, Portugal e Peru, que acompanham a programação aberta, na última terça-feira (24), transmitida exclusivamente através da  plataforma Youtube.

O I Sigema é uma realização do Fórum Técnico de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas do Pará, por meio de suas 33 instituições-membro, das quais fazem parte o Governo do Estado por meio das secretarias de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Turismo (Setur), Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e  Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), além da Emater e Adepará. 

A ministra Teresa Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), participou da  cerimônia de abertura da programação e ressaltou a importância da valorização dos produtos locais e como uma IG pode mudar para melhor a vida das comunidades. 

Pelo governo do Estado, o secretário-adjunto da Sedap, Lucas Vieira, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a visibilidade do tema  Indicação Geográfica e Marcas Coletivas. No Pará, apesar da vasta biodiversidade, apenas um produto recebeu o selo de Indicação Geográfica, que foi o cacau oriundo do município de Tomé-Açu, no nordeste do estado.

“Temos uma marca coletiva que é a Aíra, que identifica as tradicionais cuias de Santarém”, disse o secretário, ao explicar que o Pará está com duas indicações geográficas apreciadas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI): a farinha de Bragança e o queijo do Marajó.

“O I Sigema vem ao encontro para que  os produtos regionais possam ser cada vez mais valorizados no mercado nacional e internacional”, destacou.

PARTICIPAÇÃO

A coordenadora do Fórum Técnico de IG e MC, Márcia Tagore, explica que uma das finalidades da programação é dar visibilidade a todo o trabalho que vem sendo realizado no Brasil, em especial no norte do estado.

“Nós queremos aqui dizer o quanto é importante no estado esse trabalho, pois ele destaca o esforço das 33 instituições que participam desse fórum”.

 O interesse pelo tema é cada vez maior, como avaliou a coordenadora. “Os convidados que estão participando das palestras e das moderações, os chefes de cozinha e os artigos acadêmicos são excelentes. Uma ótima oportunidade também para saber mais sobre IG e Marcas Coletivas”, destacou.

No primeiro dia, 1.044 pessoas se inscreveram para acompanhar e na manhã desta quarta-feira, os organizadores registraram 1.188 visualizações. 

Além de representantes de sete países, 17 estados se fazem presente na programação. No total, 81 convidados participam do I Sigema,  palestrantes, moderadores, chefes de cozinha e representantes dos fóruns. 

SERVIÇO

O seminário pode ser acompanhado via Youtube através do canal I Sigema. Acesso a certificado somente aos que estão inscritos através do link www.forumigmcpa.com.br.

*Rose Barbosa (Ascom / SEDAP).