Palestra no Hospital do Leste mostra importância dos exames de rotina contra o câncer

A unidade de saúde em Paragominas alertou usuários para a necessidade de diagnóstico precoce na luta contra a doença

27/11/2020 21h43 - Atualizada em 27/11/2020 23h19

Usuária do Hospital Regional Público do Leste (HRPL), a administradora e professora de inglês Rovana Terra Lima, 34 anos, reforça neste 27 de Novembro - Dia Nacional de Combate ao Câncer -, a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas que podem evoluir para um diagnóstico de câncer. Em abril do ano passado, ela começou a sentir dores nos dentes, e dois meses depois vieram a fraqueza e indisposição, que foram atribuídas à anemia e ao cansaço devido à rotina intensa de trabalho.

Mas no final de novembro, Rovana Lima começou a sentir fortes dores de cabeça e descobriu que estava com pressão arterial alta. No mês seguinte apareceram cólicas. Foi quando ela decidiu procurar atendimento médico. Após fazer exame de ultrassom, Rovana foi encaminhada ao HRPL para consulta e acabou submetida à cirurgia para retirada de um nódulo na mama, feita pelo mastologista Breno Albuquerque.Na palestra, o urologista Laureno Norat reiterou a importância dos exames de rotina para detectar a câncer no estágio inicial

A história de superação da paciente do Hospital Público do Leste, localizado no município de Paragominas, no sudeste paraense, reforça a importância da conscientização enfatizada no Dia Nacional de Combate ao Câncer, que tem o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre o câncer, principalmente quanto às formas de prevenção.

Exames de rotina - Na tarde desta sexta-feira (27), em palestra alusiva ao Dia Mundial de Prevenção e Combate ao Câncer, realizada para usuários do HRPL pelo médico urologista Laureno Norat, reiterou a importância dos exames de rotina, que podem detectar a doença no estágio inicial. "A gente sempre bate na tecla de que é necessário procurar o médico para detectar o câncer precocemente, pois, infelizmente, quanto mais avançada a doença, mas difícil de ser tratada. Na maioria das vezes, o câncer não apresenta sintomas no início, por isso que é importante fazer exames de rotina. Quanto mais avançado o câncer, mais difícil e menos eficaz é o tratamento", afirmou o especialista.

O HRPL oferece atendimento nas especialidades de urologia e mastologia, que tratam os cânceres de próstata e mama, respectivamente. Em 2019, a unidade que integra a rede de hospitais públicos do Governo do Pará realizou 2.418 atendimentos urológicos. De janeiro a outubro deste ano, 1.404 pessoas foram atendidas nessa especialidade. Com relação à mastologia, foram registrados 1.925 atendimentos em 2019, e 1.070 em 2020, no mesmo período.

Em seu relato, Rovana Lima disse que buscar atendimento médico evitou um desfecho negativo. "No HRPL fui muito bem recebida, muito bem tratada. A cirurgia foi excelente, e saí do Hospital bem. Com 15 dias, o doutor Breno me encaminhou para Belém, onde iniciei o processo de quimioterapia na rede pública, e depois fiz a radioterapia na rede privada. Foi difícil, senti muitas dores, mas tudo passa. A gente precisa ser forte, pois tudo é para o nosso bem. Eu fiquei muito feliz em ver o cuidado de Deus em tudo e em todos os momentos, por meio do meu esposo e da minha filha. Deus guardou as nossas vidas, guiou os médicos. O doutor Breno foi uma pessoa usada por Deus pra me ajudar, me orientar", acrescentou.

Atualmente, Rovana faz acompanhamento em Belém e Paragominas, no HRPL, onde continua o controle com o mastologista. "Fui muito bem tratada, e ainda sou, por todos: meu médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem, recepcionistas e até pelos porteiros. Eu só tenho que elogiar e agradecer", afirmou a usuária.

Estimativa - O câncer é responsável por mais de 12% de todos os óbitos no planeta, atingindo mais de 7 milhões de pessoas anualmente. A incidência de câncer, estimada em 2002 em 11 milhões de casos novos, alcançará mais de 15 milhões em 2020, conforme previsão, feita em 2005, pela International Union Against Cancer (UICC).

A explicação para este crescimento, segundo a UICC, é a maior exposição dos indivíduos a fatores de risco. A redefinição dos padrões de vida, a partir da uniformização das condições de trabalho, nutrição e consumo desencadeado pelo processo global de industrialização, têm reflexos importantes no perfil epidemiológico das populações.

As alterações demográficas, com redução das taxas de mortalidade e natalidade, indicam o prolongamento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional, levando ao aumento da incidência de doenças crônico-degenerativas.

Por Mikaella Moraes (HRPL)