Prisões e apreensões crescem no Pará por meio do Disque Denúncia

Em setembro e outubro, foram realizadas quase 40 mil denúncias. Segup reforça que sigilo e anonimato são garantidos

24/11/2020 10h36 - Atualizada em 24/11/2020 14h45
Por Aline Saavedra (SEGUP)

Seja por meio de ligação, chatbot e até mesmo pelo whatsapp, o Disque Denúncia está cada vez mais próximo da população, que por sua vez é uma das principais fontes de informação para que os agentes de segurança pública tenham êxito na sua missão, seja no combate à violência ou realizando grandes apreensões no Estado. Vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), o canal de denúncia recebeu só nos meses de setembro e outubro quase 40 mil denúncias.

As informações repassadas foram cruciais para que os órgãos de segurança atuassem de forma mais célere nas elucidações de crimes e em grandes apreensões, como por exemplo, a realização de flagrantes por posse ilegal de arma de fogo, em Barcarena; a prisão de autores de homicídios e estupro de vulnerável, em Belém; a prisão de um líder de organização criminosa que estava foragido do estado de Macapá e que respondia, ainda, pelos crimes de tráfico e homicídio, também em Barcarena; a prisão do envolvido e a apreensão de notas de dinheiro falsas, na capital paraense; até à apreensão de maquinas caça-níquel. Todas essas ocorrências foram registradas apenas nos meses de setembro e outubro.

Canais – Os principais meios de denúncias são as chamadas via 181, e também por meio da atendente virtual Iara (Inteligência Artificial Rápida e Anônima) no whatsapp (91) 98115-9181, podendo ser encaminhadas fotos, vídeos, áudios e localização, e ainda pelo formulário e chatbot disponíveis no site da Segup. Todos os canais garantem o sigilo e o anonimato total do denunciante.

Denúncias em números – Em setembro, foram 19.520, destas 18.245 foram feitas através de ligação para o 181; pelo whatsapp foram 916; por meio do formulário web presentes nos site das instituições de segurança pública foram 45, e pelo chatbot foram 322. Em outubro, foram 19.974 chamados, sendo 17.118 por ligação convencional, 916 foram pelo whatsapp, 1.895 pelo chatbot e 45 via formulário web.

A delegada Márcia Contente, diretora do Disque Denúncia, atribui essas apreensões a essa aproximação com a comunidade, visto que o canal é o primeiro contato do cidadão com a segurança pública. “O serviço funciona com o objetivo de mobilizar a população para denunciar os ‘crimes e criminosos’, colaborando, assim, no enfrentamento à criminalidade. É uma ferramenta de controle social na medida em que o cidadão intervém, diretamente, na prevenção das ações criminosas e nas soluções da criminalidade”, destacou a diretora.

As informações coletadas através das denúncias possibilitam a formação de um banco de dados, utilizando na estruturação de conhecimento imprescindível para ações preventivas, de investigação e inteligência. As informações com mais exatidão possibilitam mais rapidez nas investigações.