Governo do Estado entrega títulos de terra em São Miguel do Guamá

Desde o início do atual Governo, já foram entregues mais de 1.600 títulos de terras no Pará, desses, mais da metade foram emitidos em 2019

20/11/2020 16h06 - Atualizada em 20/11/2020 17h18
Por Raiana Coelho (SEDEME)

Nesta sexta-feira (20), Helder Barbalho em um momento da entrega de 64 títulos de propriedades a moradores São Miguel do GuamáO governador Helder Barbalho entregou, nesta sexta-feira (20), juntamente com o presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Bruno Kono, 64 títulos de propriedade a moradores de comunidades em São Miguel do Guamá, no nordeste paraense. 

Além de agricultores individuais, o Estado concedeu títulos de terra a dois quilombos. Um localizado no próprio município de São Miguel, denominado "Nossa Senhora de Fátima do Crauateua"; outro, no município de Bagre, o quilombo "Tatitucuara".

O Iterpa destaca a importância da ação de valorização da presença histórica das comunidades, em uma data com a representatividade como a de hoje, em que se comemora o Dia da Consciência Negra.

“Graças a Deus, a parte que dependeu do Governo do Estado, do Iterpa, não demorou, foi excelente'', disse o morador Cleo Fernando Helder Barbalho destacou que "é fundamental que nós possamos trabalhar pela igualdade racial, pelo direito, pela justiça. E o Dia da Consciência Negra é um dia especial de reflexão, reflexão sobre as ações que o Brasil tem proporcionado às comunidades tradicionais, às comunidades remanescentes".

Ele observou que o Estado do Pará trabalha pela "construção de direitos de igualdade para que possamos, efetivamente, assegurar às comunidades quilombolas políticas públicas que permitam qualidade de vida para todos. E aqui, neste momento, estarmos entregando títulos de terra nesta comunidade seguramente reafirma o nosso compromisso com todos os negros e negras paraenses”, afirmou o governador.

"Eu esperava tanto ser feliz na terra que nós lutamos tanto'', disse a agricultora rural Creuza Castro, de 72 anos de idadeAo todo, mais de 200 famílias do Pará terão segurança jurídica, a partir de agora, para usufruir de benefícios sociais como o acesso a crédito.

Para o titular do Iterpa, Bruno Kono, o ato realizado nesta sexta-feira mostra o compromisso da atual gestão com o direito das comunidades remanescentes de quilombos. “Em uma data extremamente significativa, o que foi feito aqui demonstra o respeito que o Governo estadual tem não apenas no reconhecimento territorial, mas também pela luta histórica dessas comunidades''.

“Foram anos de luta e, após todos esses anos, hoje, chega o momento em que a comunidade vai receber esse tão almejado título. A gente só tem a agradecer a luta e o empenho da comunidade e também a gestão do Iterpa e do Governo do Estado por esse incentivo”, afirmou o coordenador administrativo da Malungu, coordenação estadual quilombola do Pará, Aurélio Borges.

Ator social importante na luta pelo direito à terra quilombola, em São Miguel do Guamá, o líder comunitário, José Manoel Borges, comentou sobre sua trajetória de 13 anos junto aos agricultores locais, até à conquista do direito, de fato, ocorrida nesta sexta-feira.

"Foi muita luta e hoje a gente se sente feliz por estar realizando aquilo que queríamos há muito tempo. Mas a luta não parou, ela continua ainda, nos almejamos mais coisas do Governo”, disse José Manoel em perspectiva positiva.

A celeridade da atual gestão no atendimento da demanda local foi comemorada pelo morador da comunidade Santo Expedido, Cleo Fernando Soares da Costa. “Graças a Deus, a parte que dependeu do Governo do Estado, do Iterpa, não demorou muito, não foi muito burocrático, foi um trabalho excelente. Eles vieram, demarcaram nossas terras e isso foi muito bom para gente”, disse Cleo Costa, que testemunhou o percurso da conquista da regulação fundiária ainda com o pai dele, há 17 anos.

Na propriedade de Cleo Costa há plantios de açaí e melancia tanto para consumo próprio quanto para venda, uma das formas de renda da família. "É uma vitória muito grande, por que isso vem só comprovar o trabalho e a luta que as pessoas vêm fazendo já há muito tempo e, agora, isso sacramenta a vitória da gente, graças a Deus e ao governo, claro”, festejou o agricultor.

Contentamento também para a agricultora rural, Creuza Pina de Castro, de 72 anos de idade. Há 14 anos ela esperava ser considerada, aos olhos do poder público, dona do seu pedaço de chão. Com a voz embargada pela emoção, ela falou sobre o significado do documento recebido das mãos do governador.

“Muita alegria pelo Governo fazer isto e ter olhado para nós. Eu esperava tanto ser feliz na terra que nós lutamos tanto, tanto, e hoje nós estamos aqui para receber essa felicidade”, considerou dona Creuza Castro.

Desde o início do atual Governo, em 2019, já foram entregues mais de 1.600 títulos de terras no Pará, dos quais mais da metade só no ano passado.