'Operação Amazônia Viva 5' embarga propriedade em Moju após flagrante de desmatamento

Equivalente a 1.200 campos de futebol, a área foi identificada pelos agentes, que também apreenderam 175 metros cúbicos de madeira em tora e motosserras

26/10/2020 14h24 - Atualizada em 26/10/2020 15h56
Por Anna Paula Mello (SEMAS)

Momento do flagrante pelos agentes da Operação de crime ambiental em propriedade na área rural de MojuA quinta fase da Operação Amazônia Viva começou no dia 22 de outubro e, nesta edição, o trabalho da Força Estadual de Combate ao Desmatamento está concentrado nos municípios de Senador José Porfírio, Moju, Tailândia, Pacajá, Novo Progresso e São Félix do Xingu. A equipe é formada por 15 profissionais, entre policiais civis, militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Corpo de Bombeiros Militar, servidores do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Nos cinco primeiros dias de trabalho, a equipe integrada que atua na região de Moju identificou uma área equivalente a 250 campos de futebol, que foi desmatada Ilegalmente em uma fazenda na área rural do município. No momento do flagrante, 10 homens usavam motosserras para derrubar árvores.Os fiscais apreenderam 175 metros cúbicos de madeira em tora

“Eles não reagiram de forma agressiva quando chegamos aqui e obedeceram à ordem para parar de cortar a árvore. É pra isso que nós, do Batalhão de Polícia Ambiental estamos aqui, para proteger a floresta e garantir que os fiscais possam trabalhar para acabar com o desmatamento”, informou o cabo PM Cezar Leal.

O responsável pela coordenação da atividade ilegal foi preso e pagou R$ 17 mil de fiança, mas continua a responder processo na Justiça pelo crime ambiental. O dono da fazenda não estava no local, mas já foi identificado e também vai responder judicialmente. A propriedade foi embargada pelos fiscais, que apreenderam 175 metros cúbicos de madeira em tora e oito motosserras, e destruíram o acampamento erguido no meio da floresta, para abrigar as pessoas que derrubavam as árvores.

Ampliação - A Operação começou uma semana antes do previsto inicialmente pelo cronograma de ações, incluindo mais dois municípios - Moju e Tailândia -, que ainda não haviam recebido ações da “Amazônia Viva”. “Nós adiantamos a operação, que iniciaria só na última semana de outubro, porque precisamos trabalhar com a análise dos dados, e quando percebemos um aumento do desmatamento nesses municípios. Não poderíamos perder tempo”, ressaltou o coordenador da Operação e diretor de Fiscalização da Semas, Rayrton Carneiro.Parte da área de mata já derrubada ilegalmente em Moju

A equipe que cobre o município de Senador José Porfírio, abrangendo também Altamira (ambos na região do Xingu), conseguiu frear o desmatamento na Gleba Bacajaí, uma área de 961 hectares, equivalente a quase mil campos de futebol. A propriedade foi embargada e os fiscais apreenderam madeira cerrada no local. Uma pessoa foi presa.A operação mobilizou policiais civis, militares do BPA e Corpo de Bombeiros, servidores do Centro de Perícias Científicas e fiscais da Semas

A Operação Amazônia Viva faz parte do pilar de Comando e Controle do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), coordenado pela Semas. A macroestratégia inclui, além da repressão aos crimes ambientais, ações de incentivo ao desenvolvimento sustentável no campo, como: apoio técnico aos produtores rurais, regularização fundiária e ambiental e linhas de crédito direcionadas a quem mantém boas práticas ambientais.

A “Amazônia Viva” prossegue até o próximo dia 06 de novembro, com as seis frentes de trabalho que cobrem quase 15 municípios, no combate a crimes ambientais no interior do Pará.