Custodiados do PEM I concluem curso de eletricista

24/10/2020 09h07 - Atualizada em 24/10/2020 09h14
Por Vanessa Van Rooijen (SEAP)

Mais um grupo de custodiados do Estado estão qualificados para exercerem uma profissão quando cumprirem as penas e conquistarem a liberdade. Treze internos do Presídio Estadual Metropolitano I concluíram na manhã da sexta-feira (23) o curso de Eletricista, promovido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). 

Os custodiados aprenderam como funciona a instalação e distribuição elétrica de todos os compartimentos de uma casa, além de componentes comuns nas residências, como campainhas, iluminação, sistema de bomba d´água, entre outros. Durante o encerramento do curso, houve uma demonstração prática sobre o que aprenderam. Os custodiados foram divididos em quatro grupos, em que cada um representou um compartimento de uma casa. 

Para o interno Maurício Gemaque, é notório o amparo que ele e os demais custodiados têm recebido. “Agradeço a todos que em meio a essa pandemia ainda nos proporcionam a ressocialização. Estamos sendo amparados e temos a atenção de profissionais qualificados. Todos temos direito à recuperação e estamos recebendo oportunidades para isso", afirma.   

De acordo com George Pereira, professor de elétrica do Senar, o curso agrega ensinamentos importantes para a vida dos detentos. “Para mim foi uma surpresa a participação dos internos, tão proativa e efetiva. Aprendi que somos capazes de ajudar os outros e esse trabalho significa isso”, destaca.

O técnico de reinserção social do PEM I, Jemerson do Socorro, destaca que o momento de aprendizado será útil no dia que os internos voltarem às suas casas. “Ficamos muito felizes de ter esse momento da reinserção. Oferecemos condições para eles voltarem para o lado da educação e do trabalho. É um momento feliz ver a conclusão deste curso”, celebra.

De acordo com o diretor de Reinserção Social da SEAP, Belchior Machado, a qualificação é um dos elementos mais importantes nas práticas de reinserção social. "É importante sobretudo quando os custodiados se qualificam em atividades que contribuem com a manutenção das unidades enquanto ali estiverem e garantam uma perspectiva de trabalho autônomo quando se tornarem egressos", pontua.