Governo atua na reabilitação de pacientes pós Covid-19

Projeto da Uepa acompanha pacientes recuperados da doença e anuncia novo período de cadastros de 19 a 23 de outubro

13/10/2020 12h51 - Atualizada em 18/10/2020 22h26

A busca por atendimento especializado em fisioterapia e terapia ocupacional aumentou significativamente desde o início da pandemia da Covid-19. Por serem fundamentais para a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação da saúde de pacientes, especialmente, os que apresentam sequelas motoras e respiratórias, os profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional têm um papel essencial na recuperação do paciente acometido pelo novo coronavírus.

O acompanhamento dos profissionais, tanto de forma preventiva, como durante e após o ciclo da doença, é necessário para garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

No Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, nesta terça-feira (13), o País comemora ambas profissões, após 51 anos da regulamentação do exercício profissional delas, através do Decreto-Lei nº 938, publicado em 1969. 

ACOMPANHAMENTO PÓS COVID-19

Mais de dois mil interessados já realizaram o cadastro para participar do projeto da Uepa, que abre nova inscrição de 19 a 23 deste mêsMuitos pacientes que já concluíram o ciclo de manifestação do novo coronavírus apresentam lesões e sequelas da doença, por isso, necessitam de acompanhamento clínico para que consigam retomar as atividades normais. O projeto “Acompanhamento clínico de pacientes recuperados de Covid-19”, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), foi criado com o propósito de auxiliar e contribuir para recuperação dos pacientes. 

Coordenador do Programa pós Covid-19, Fábio Falcão diz que dores articulares e musculares estão em as consequências da Covid-19Segundo o professor Fábio Falcão, fisioterapeuta e coordenador do Programa pós Covid-19, falta de ar, cansaço, dores articulares e musculares, alterações neurológicas, perda de cabelo e de paladar e olfato são as mais comuns consequências apresentadas após o fim do ciclo da doença.

Com o objetivo de avaliar os diversos impactos da doença no organismo dos pacientes, bem como acompanhar e reabilitar pessoas que ficaram apresentaram alguma dificuldade, desde o mês de julho, a Uepa montou uma equipe multidisciplinar que realiza atendimentos à comunidade, produz dados científicos para conhecer melhor a doença, além de acrescentar na formação dos novos profissionais.

O atendimento é destinado aos recuperados, maiores de 18 anos, que confirmaram a doença por meio de algum dos tipos de teste e apresentam sequelas. Além da avaliação médica, o paciente poderá realizar exames de espirometria e tomografia computadorizada de tórax, avaliação fisioterapêutica e reabilitação pulmonar, dentre outros atendimentos, dependendo de cada necessidade.

A funcionária pública Margarete Pamplona ficou internada durante 47 dias na UTI por conta da Covid-19 e após a alta hospitalar seguiu apresentando muita falta de ar, dificuldades de locomoção e perda de 90% da quantidade de cabelo. “Desde que comecei o acompanhamento com a equipe da Uepa já melhorei muito. Não sinto mais tanto cansaço, nem falta de ar e já estou caminhando quase normalmente”, afirma.

O professor Fábio Falcão destaca que a pandemia ratificou o papel essencial do fisioterapeuta no tratamento e na reabilitação de pacientes com doenças infecciosas para evitar complicações pulmonares e musculares. “Na fase pós Covid, o fisioterapeuta utiliza de exercícios, técnicas e instrumentos terapêuticos para melhorar a oxigenação do paciente, volumes pulmonares, além de fortalecer a musculatura respiratória. O pulmão é um dos órgãos mais comprometidos pela doença”, ressalta.

CADASTRO

No mês de outubro, o cadastro será feito do dia 19 a 23, por meio do whatsapp (91) 98118-2421. Mais de dois mil interessados já realizaram o cadastro. Os pacientes são chamados de forma gradual para iniciar o acompanhamento. Para mais informações, as pessoas podem também entrar em contato pelo Instagram @programaposcovid. Clique aqui

CURSO MAIS CONCORRIDO

No vestibular da Uepa, o curso de Fisioterapia sempre aparece entre os mais concorridos. Na prova de 2020, foi o curso mais disputadp entre cotistas e não cotistas. Para o Prosel 2020, entre os cotistas, o curso mais pleiteado foi o de Fisioterapia em Belém, com 185 candidatos inscritos para cada vaga. Entre os não cotistas, o curso mais pretendido do certame foi Fisioterapia em Belém, com 72,35 candidatos inscritos para cada vaga.

Coordenadora do curso de Fisioterapia da Uepa, Angélica Homobono enfatiza o amplo campo de atuação para os fisioterapeutas Segundo Angélica Homobono, coordenadora do curso de Fisioterapia da Uepa, a ampla atuação no mercado de trabalho, com campos variados que proporcionam o aumento das possibilidades de desempenho das atribuições, além da interação social que a profissão permite são as principais causas para que o curso seja um dos mais procurados nas Universidades.

“A profissão permite novas relações sociais e que o profissional desenvolva a capacidade de ajudar outras pessoas, o que traz bem estar para todos os envolvidos. O fisioterapeuta oferece uma técnica, e com ela, doa também amor, paciência, dedicação para a satisfação do paciente”, garante.

O professor da Uepa, Rodrigo Santiago, chefe do Departamento de Ciências do Movimento Humano (DCMH), afirma não existir nada mais recompensador em uma profissão que devolver a qualidade de vida a alguém. “É uma satisfação muito grande. Não há nada melhor do que ver um sorriso de um paciente ao sentir as melhoras proporcionadas por um tratamento de fisioterapia”, assegura.

Por Giovanna Abreu (SECOM)