Policiais civis são condecorados pela prisão de membros de facções criminosas

28/09/2020 19h38 - Atualizada em 28/09/2020 22h06
Por Cristiani Sousa (PC)

O governo do Estado concedeu, em cerimônia nesta segunda-feira (28), no Palácio dos Despachos, moção honrosa aos 29 policiais civis que participaram do processo de investigação e prisão de quatro integrantes de uma facção criminosa que atuava no Pará. A apuração dos crimes durou cerca de um ano e as prisões foram feitas no último dia 22, nos Estados do Amazonas, Santa Catarina e Goiás.

O governador Helder Barbalho parabenizou os policiais que participaram da ação é enfatizou o trabalho desenvolvido no combate à criminalidade. "Quero parabenizar a ação da Polícia Civil por estes esclarecimentos e enfrentamentos. A vida de cada agente de segurança importa e vocês para nós não são números, vocês são pessoas que se dispõem todos os dias a ir à batalha porque acreditam servir a favor da paz deste Estado", afirmou.

O ato de reconhecimento por atuação na operação Cabeças teve a participação de autoridades que ressaltaram a importância da prisão dos integrantes da facção criminosa para dar continuidade à diminuição dos índices de criminalidade.

"Vamos continuar o combate às facções criminosas, seguindo as diretrizes do governo do Estado. Não vamos medir esforços. Os membros de facções não têm vez aqui. Permanecemos na luta incessante com o mesmo objetivo: combater dia e noite a criminalidade. Agradeço a todos os policiais que participaram da ação e também a toda a estrutura que o governo está oferecendo à Instituição", disse o delegado-geral, Walter Resende.

Para o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, a operação Cabeças demonstrou que o Estado é que tem o legítimo poder da força. "Temos feito um trabalho incansável. Sabemos que alguns deles estavam foragidos há mais de três anos, e o emprego dos nossos policiais, articulado com os efetivos dos outros Estados, foi determinante para o sucesso da ação".

Aparato - Cerca de 20 policiais civis do Pará se deslocaram para os Estados do Amazonas, Goiás e Santa Catarina para deflagrar a operação Cabeças, no último dia 22. A ação teve como principal objetivo cumprir mandados de prisão de lideranças de uma facção criminosa de âmbito nacional que, mesmo a distância, comandavam crimes no Pará. A investigação durou cerca de um ano.

Os policiais civis foram divididos em cinco equipes, com quatro agentes cada. Oito foram enviados para Goiás, oito para o Amazonas e quatro para Santa Catarina. De forma integrada e com total apoio das Polícias Civis dos demais Estados, simultaneamente, a operação foi deflagrada com as prisões do vice-presidente da facção, em Santa Catarina, e de um membro que estava foragido, capturado em Manaus. Outro integrante do grupo morreu durante intervenção policial em Manaus. O presidente do grupo criminoso e o irmão também foram presos.