Estado reduz em mais de 50% casos de homicídio contra agentes de segurança

Queda garante atuação mais segura e eficaz de homens e mulheres, além de valorizar a vida daqueles que tem a missão de proteger a sociedade

28/09/2020 10h19 - Atualizada em 28/09/2020 14h22
Por Aline Saavedra (SEGUP)

Os crimes de homicídio e latrocínio contra agentes de segurança pública, entre eles, policiais militares, civis, além de policiais penais e guardas municipais, vêm diminuindo significativamente no Estado. A redução garante uma atuação mais segura e eficaz dos agentes, além de valorizar a vida daqueles que possuem a missão de proteger a sociedade. O crime contra policiais é consequência da ação de grupos criminosos, que vêm sendo desarticulados no Pará e em outras unidades da federação.

De acordo com dados da Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), houve diminuição de 54,83% dos registros de homicídios de agentes de segurança pública ao comparar o período de janeiro a 22 de setembro dos anos de 2019 e 2020. No ano passado e este ano, 31 e 14 agentes, respectivamente, foram vítimas de crimes com característica de latrocínio e/ou execução. No mesmo período, ao analisar os anos de 2018 e 2020, a redução é de 67,44%. No ano de 2018, de janeiro a 22 de setembro, 43 agentes perderam a vida.

Com celeridade, todos os casos foram esclarecidos com autoria identificada, responsáveis presos, foragidos com prisão decretada pela Justiça ou mortos em confronto com polícia.  A operação “Cabeças” deflagrada dia 22 deste mês, e que resultou na prisão de quatro integrantes de facção criminosa, nos estados do Amazonas, Goiás e Santa Catarina, é um exemplo da ação do sistema de segurança pública para desarticular criminosos em diversos crimes, entre eles, roubo, tráfico de drogas e mortes de agentes de segurança pública.

Auxílio aos agentes

O Governo do Pará também vem investindo, desde o início da gestão, em ações que gerem mais conforto e segurança aos policiais. As ações ocorrem desde a compra de melhores materiais de trabalho até a disponibilização de crédito bancário mais atrativo para a compra de imóvel.

“Entre as medidas realizadas pela atual gestão, está o aumento de policiais contemplados com o aluguel social, que possibilita aqueles que moram em locais vulneráveis, às vezes no mesmo bairro do criminoso, residir em outro local com a sua família. Também está em processo a construção de quatro conjuntos habitacionais, em Ananindeua, Santarém e Marabá, que juntos somam 900 unidades habitacionais e investimentos em equipamentos de proteção, como coletes balísticos e armamentos, compra da folga por meio do pagamento da jornada extraordinária, a fim de evitar que serviços informais sejam realizados, por exemplo, a ampliação dos cursos de autodefesa para policiais militares, e a aquisição de mais de 500 armários, para que os policiais possam deixar o fardamento no quartel, ou quando preferir, usar o colete fora do horário de serviço”, elencou o secretário de Segurança Pública, Ualame Machado.

A tecnologia é também uma aliada para prevenir esse tipo de crime. Com o uso do aplicativo SOS PM, o policial que se sentir ameaçado pode acionar o serviço por meio do aplicativo e a viatura mais próxima se dirige até o solicitante para resguardar a vida do policial. O SOS PM será expandido para todos os agentes de segurança pública a fim de ampliar a proteção.

Além da ostensividade realizada por policiais militares e as investigações qualificadas da Polícia Civil, outro pilar necessário para manter a redução alcançada é o controle dentro do cárcere. Após a implementação de procedimentos de segurança, a comunicação dos internos com pessoas fora das unidades prisionais não mais existe. Mais de 1,5 mil internos tiveram o benefício da saída temporária concedida pela Justiça alusiva ao dia dos pais, que foi adiada devido ao plano de contingência da Covid-19. O prazo final para o retorno é dia 13 de outubro.

Serviço:

Para quaisquer informações sobre foragidos da justiça, a população pode utilizar os canais de denúncia 181 para ligação convencional e o whatsapp (91) 98115-9181. O sigilo e o anonimato são garantidos.