Jovens do ‘Cenas de Paz’ são premiados no 1º Festival Curta Escolas

24/09/2020 15h01
Por Paulo Garcia (SEAC)

A noite da quarta-feira (23) foi de comemoração após o encerramento da sessão oficial on-line de premiação do 1º Festival Curta Escolas, evento que integrou a 6ª edição do Amazônia Doc, Festival Pan-Amazônico de Cinema.

De 11 produtos audiovisuais indicados na Mostra Competitiva Primeiro Olhar, seis filmes foram premiados, sendo eles 4 curtas de alunos participantes do projeto Cenas da Paz, do programa estadual Territórios Pela Paz (TerPaz), do Governo do Estado.

O estudante Gabriel Fernandes, de 18 anos, ganhou o prêmio de melhor filme com a obra “Homens na roda”, ele fez parte das oficinas do projeto Cenas de Paz, na Escola Dom Calábria, em Marituba. Na produção, um grupo de jovens garotos da periferia se encontram para conversar sobre assuntos diversos, costurados entre temas como masculinidade, racismo e o lugar de resistência da periferia.

Para o estudante, ganhar esse prêmio significou força para continuar a produzir novos filmes. “Eu nem acreditei quando saiu o resultado, depois que caiu a ficha, todo mundo ficou feliz, foi uma experiência nova porque foi a primeira vez que produzi um curta, foi muito bom ter participado. Meu sonho é fazer cinema e ter ganhado esse prêmio foi um gancho para eu entrar nesse ramo, produzir novos filmes e ter mais experiência”, contou o jovem.

Segundo a diretora da TV Cultura, coordenadora do projeto Cenas de Paz, Vanessa Vasconcelos, o festival foi uma oportunidade para mostrar a qualidade dos produtos que a juventude da periferia tem produzido. “Como nós já estávamos desde o ano passado com o ‘Cenas de Paz’, nós achávamos sim que os produtos resultantes das oficinas do projeto poderiam ser inscritos para essa amostra, então, 11 produtos audiovisuais foram escolhidos, todos produzidos pela nossa juventude, nossas escolas e o que é mais interessante, produtos produzidos pelos nossos alunos, estamos felizes porque é mais uma forma de contribuir para o protagonismo da juventude”, disse Vanessa.

"Famílias periféricas na pandemia”, de Marianna Kali e Renan Kauê, ganhou como Melhor Direção. Na produção dos alunos da escola Paes de Carvalho, eles trouxeram os impactos da pandemia no cotidiano de suas próprias famílias. “Foi uma ideia que surgiu bem em cima da hora, gravamos a rotina de nossas casas nessa quarentena durante um dia. Foi uma experiência linda, uma novidade em nossas vidas”, conta Marianna.

Também ganharam destaque as produções “E aí, pretinha?”, de Mederiá Brandão, Jéssica Paixão e Emanuelle Araújo (Melhor roteiro); “Levanta juventude”, de Henrique Lobato e Vinicius Silva (Melhor filme, júri popular), que também ganhou menção honrosa junto com “Seu Erádio”, de Vanessa Serrão e Rebeka Ferreira.

“Eu não pude assistir a transmissão, mas alguns amigos me mandaram mensagens dizendo que tínhamos sido premiados, fiquei muito feliz, é gratificante. O nosso curta 'E aí, pretinha?' retratou um problema que está tão presente no nosso cotidiano, o racismo. Quero sim continuar a fazer mais filmes, vou continuar estudando artes para ajudar a transformar mais vidas”, relatou emocionado o Estudante Mederiá Brandão.

Os filmes podem ser vistos pelo canal do youtube do Festival Amazônia Doc.