Pará fica entre os cinco estados que mais criaram empregos em julho

Dados do Dieese-PA mostram o melhor resultado na geração de postos de trabalho para o mês nos últimos dez anos

21/08/2020 22h53 - Atualizada em 22/08/2020 12h07
Por Carol Menezes (SECOM)

Mesmo no cenário de uma pandemia que gera impactos negativos na economia mundial, o Pará obteve o melhor resultado para o mês de julho nos últimos dez anos na geração de novos postos de trabalho. O saldo de 7.356 vagas, entre admitidos e desligados, deixou o Estado com o 5º melhor resultado do Brasil, atrás de São Paulo (com 22.967), Minas Gerais (15 mil), Santa Catarina (10.044) e Paraná (8.833). O resultado também foi o melhor das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“Fomos o estado que no mês de julho mais gerou empregos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Somos o quinto estado maior gerador de empregos do país durante esse mês. Fruto das obras públicas e das oportunidades do nosso governo. Estamos com mais pessoas empregadas com carteira assinada do que antes da pandemia”, frisa o secretário de Estado de Trabalho, Emprego e Renda, Inocencio Gasparim.

No balanço de janeiro a julho de 2020, o saldo também é positivo: 143.290 admissões contra 141.861 desligamentos, deixando ativos no mercado 1.429 postos de trabalho. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e atestam que este é o segundo mês consecutivo de crescimento do emprego formal no Pará.A construção civil é um dos setores em destaque na geração de postos de trabalho no Pará

O resultado chega após três meses consecutivos de queda, de abril a junho. Em julho foram registradas 23.770 admissões contra 16.414 desligamentos, gerando o saldo positivo de 7.356 postos de trabalhos formais. No mesmo período do ano passado, o Estado também apresentou crescimento no emprego formal, porém menor do que o verificado este ano: 23.839 admissões contra 20.841 desligamentos, deixando o saldo de 2.998 postos.

Obras públicas também ajudam a impulsionar a melhoria no mercado de trabalhoCom esses números, o Estado zerou, em termos quantitativos, o total de empregos perdidos no ano. Embora com um saldo positivo ainda pequeno, o novo índice tira o Pará do vermelho. 

Crescimento - Segundo o Dieese-PA, todos os setores econômicos do Estado apresentaram crescimento, com destaque para a Construção Civil (com 2.689 postos), seguido do setor da Indústria em geral (1.361 postos); Comércio (1.261); Serviços (1.242) e setor Agropecuário (803 postos). 

O estudo integra o projeto do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, realizado em parceria pelo Dieese e o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

“A Seaster tem focado na intermediação de mão de obra realizada no Sine (Sistema Nacional de Emprego). Com isso, nós temos sentido que a situação da população tem melhorado por meio desse trabalho. É muito importante que isso ocorra junto com as possibilidades disponibilizadas pelo governo federal para que seja possível aumentar a renda mínima permanente das famílias e retornem, no mínimo, ao patamar que se encontravam antes da pandemia”, ressalta Inocencio Gasparim. (Colaboração de Rodrigo Souza / Seaster).