'Costurando a Paz' finaliza capacitação das costureiras

Iniciativa da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), em parceria com a Fábrica Esperança, certificará as trabalhadoras e pagará porcentagem sobre a produção de 80 mil máscaras para os sete Territórios pela Paz (TerPaz)

20/07/2020 13h05 - Atualizada em 20/07/2020 14h18
Por Paulo Garcia (SEAC)

Ao todo 45 costureiras receberam a capacitação com técnicas e orientações para produzir 80 mil máscaras para os bairros do TerPazForam três dias de capacitação, na sede da Fábrica Esperança, e agora as 45 costureiras participantes do projeto “Costurando a Paz” estão aptas à confecção de 80 mil máscaras que serão doadas nos bairros da Cabanagem, Benguí, Terra Firme, Guamá, Jurunas, Icuí-Guajará e Nova União, os sete Territórios Pela Paz. Todas as trabalhadoras serão certificadas pela capacitação e ganharão porcentagem sobre as máscaras produzidas.

A iniciativa da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), em parceria com a Fábrica Esperança, visa apoiar economicamente as empreendedoras residentes nos bairros atendidos pelo TerPaz.

Secretário-adjunto da Seac, Raimundo Santos comenta as etapas do projeto. “Estamos concluindo a primeira etapa do ‘Costurando a Paz’, em que as costureiras receberam a capacitação com técnicas e orientações para a produção das máscaras, agora elas vão confeccionar o material em casa e, em breve, devem entregar as máscaras prontas para que possamos distribuir nos sete territórios”.

Cada costureira vai receber uma porcentagem em cima das máscaras produzidas. Para o diretor-geral da Fábrica Esperança, Artur Jansen, o trabalho é importante, principalmente, neste período de pandemia da Covid-19.

O diretor-geral da Fábrica Esperança, Artur Jansen, antecipa que a experiência pode render um contrato com a Fábrica Esperança. “A pandemia atingiu vários setores e, com certeza, com elas não foi diferente, então o projeto vai ajudar e melhorar a economia delas, inclusive as que estão se destacando, estamos contratando para trabalharem aqui na Fábrica Esperança”.

Moradora do Benguí, dona Edna Miranda aprovou a capacitação para se especializar. “Eu sou artesã, mas encontrei na costura uma forma de ganhar dinheiro nesse período tão difícil que estamos passando e essa capacitação veio de mão cheia para eu aprender mais, só tenho a agradecer por eu estar aqui participando”.

A costureira Sílvia Alves acredita que o projeto ajuda muitas pessoas. “Eu nunca tinha costurado em uma máquina industrial, então está sendo muito gratificante eu participar desse projeto, é uma experiência que todas nós estamos gostando, conhecendo coisas novas e, além de ganhar uma renda extra, ainda vamos ajudar outras pessoas dos nossos bairros”.