TerPaz leva assistência às famílias atendidas pelo programa durante a pandemia

Uma das estratégias adotadas foi a entrega de mais de 3 mil cestas aos moradores dos setes territórios contemplados pelo programa

17/06/2020 11h38 - Atualizada em 17/06/2020 12h58
Por Paulo Garcia (SEAC)

O combate à pandemia está sendo um desafio para todas as pastas e profissionais do Governo do Estado. Desde março, a Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), responsável por articular as ações do programa TerPaz, tem montado um planejamento de ações para atender famílias nos territórios do Guamá, Jurunas, Terra Firme, Cabanagem, Benguí, em Belém, e no Icuí-Guajará, em Ananindeua, e Nova União, em Marituba.

Ação da entrega de cestas de alimentação na Escola Portal do Saber, em Marituba

A primeira delas foi a entrega de cestas de alimentação. Afim de evitar aglomeração nos locais, a Seac usou como estratégia a descentralização dessa ação nas instituições parceiras do TerPaz, uma vez que ações eram realizadas nas principais escolas dos bairros e se encontram fechadas.

O que gerou um resultado muito positivo, pois essas instituições se encontram dentro das comunidades e já desenvolvem trabalhos com o TerPaz. “Tivemos que nos reinventar enquanto secretaria, porque somos uma secretaria de articulação, mas nesta época de pandemia tivemos que reinventar nossas estratégias de articulação e implementação de ações nos territórios. Nós optamos por duas maneiras de atuar, a primeira consiste no apoio para a distribuição de cestas básicas dentro dos territórios atendidos pelo programa, trabalhando uma estratégia para não haver aglomeração, usamos um cadastro e uma verificação da vulnerabilidade das famílias, tendo uma preocupação a mais com os idosos”, contou Juliana Barroso, diretora geral da Rede Local da Seac.

Até o momento já foram doadas 3.010 cestas de alimentação. Juliana Barroso informou que a ação foi fruto de parcerias com outros órgãos. “Notamos que a vulnerabilidade dessas famílias iria aumentar ao longo da pandemia, então, fizemos uma articulação com a Ouvidoria do Estado do Pará e, com isso, nós angariamos algumas cestas básicas para dentro dos territórios. Tivemos algumas dificuldades para atender todos, pois as demandas eram grandes. Nós trabalhamos com termos técnicos para que a população pudesse compreender e entender a dimensão do que estávamos fazendo”, disse.

Ouvidor-Geral do Estado Arthur Houat na entrega de cestas de alimentação no Icuí-Guajará

Rede Local – A Rede Local da Seac é a responsável por coordenar e auxiliar in loco as ações nos territórios. Para a servidora Delma Braga, que é coordenadora da Rede Local do Jurunas, trabalhar nessas ações está sendo um grande desafio. “As pessoas chegam com medo desse vírus e a gente tenta através das ações tranquilizar essas pessoas. E assim vamos ajudando e auxiliando as secretarias que estão na linha de frente ao combate ao novo coronavírus”, disse.

Delma Braga, coordenadora da Rede Local do Jurunas, na ação de entrega das cestas de alimentação

Já a servidora Gabriella Oliveira, coordenadora da Rede Local da Terra Firme, afirma que as estratégias devem ser pensadas para várias plataformas. “Procuramos também conscientizar as pessoas para o uso das máscaras e a higienização das mãos, além disso, nós da Terra Firme, estamos trabalhando assiduamente com as informações em tempo real para a comunidade utilizando os grupos de WhatsApp e a página do Facebook, por exemplo, para que as pessoas se mantenham informadas e possam recorrer a qualquer tipo de ajuda”, contou Gabriella.

O suporte que a Rede Local está realizando nesse período está fazendo a diferença nas comunidades. “A importância desses trabalhos dentro dos territórios é única, pois a maioria das pessoas que moram nesses locais estão numa relação de trabalho informal e, por vezes, acabam trabalhando apenas por diária de forma irregular. Então, a gente poder oferecer essa ajuda através destas cestas básicas neste período”, disse Juliana Chaves, coordenadora da Rede Local do Benguí.

Juliana Chaves, coordenadora da Rede Local do Bengui, durante a ação de entrega das cestas de alimentação

Empreendedorismo – Uma outra ação realizada pelo TerPaz, foi a articulação com as costureiras que, por conta da pandemia, ficaram descobertas, sem produtividade e trabalho. O seguimento foi escolhido para ajudar as empreendedoras locais e fomentar o apoio na saúde da população.

Foi realizado um cadastro de 120 costureiras para confeccionar máscaras de tecido que serão distribuídas dentro dos territórios, aproveitando a mão de obra local e contribuindo para a prevenção da Covid-19.

Policlínica Itinerante – A Seac também está dando suporte para as ações itinerantes de saúde realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) dentro dos territórios da paz. As servidoras Marisa Lima e Kelly Mendes, que são assistentes sociais, são um exemplo disso; aceitaram o desafio de atuar na linha de frente em combate o novo coronavírus.

Inicialmente atuaram com orientação aos moradores dos bairros contemplados pelo Programa. No entanto, em virtude do aumento dos casos no Guamá (um dos bairros mais populosos da capital) foi necessário um acompanhamento dos casos e esse fator foi determinante para a atuação delas dentro do Hospital Abelardo Santos.

“Atuar nesse período de pandemia tem sido um desafio devido à gravidade da doença, mas ao mesmo tempo estamos dando continuidade às ações de saúde já desenvolvidas pela Sespa dentro dos bairros, embora agora seja específico para casos de coronavírus”, disse Kelly.

Kelly Mendes nas ações da Policlínica Itinerante no Marajó

A coordenação da Policlínica Itinerante também considerou relevante a presença de uma assistente social nas ações no interior do estado pelo conhecimento técnico e capacidade de articulação com os municípios. Então Kelly seguiu para o Marajó, por 11 dias, e Marisa seguiu para as regiões de Mocajuba, Barcarena e Acará. “Essa ação é importante para que os bairros percebam a presença do Estado nesse momento de pandemia. A nossa principal preocupação é salvar vidas”, contou Marisa.

Ao final das Ações da Policlínica Itinerante, as servidoras retornarão para as ações dentro dos bairros contemplados pelo TerPaz.

“É importante o papel de contribuir, apoiar, colaborar e participar. Nós tivemos a sensibilidade para entender e compreender o momento que o Pará estava vivendo, desprovida de qualquer vaidade nós estamos contribuindo da melhor forma possível para essas ações de enfrentamento à Covid-19 no Pará”, disse Juliana Barroso.