Sespa entrega máscaras de proteção e álcool para comunidades quilombolas

28/05/2020 18h49 - Atualizada em 28/05/2020 19h34
Por Roberta Vilanova (SESPA)

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) entregou, nesta quinta-feira (28) 19 mil máscaras de proteção e 300 litros de álcool líquido 70% às comunidades quilombolas localizadas em 35 municípios distribuídos em cinco regiões do Estado: Marajó, Baixo Amazonas, Guajará, Tocantins e Nordeste.

A entrega dos materiais foi feita pela Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais ao assessor de projetos do Quilombo África, Raimundo Magno Cardoso Nascimento, no escritório do Filhos do Quilombo, em Belém, para distribuição a todas as comunidades quilombolas. Além da coordenadora estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais, Tatiany Peralta, estavam presentes as técnicas da área Edilma Azulay, Patrícia Gomes e Rosângela Napoleão.

Tatiany Peralta informou que o repasse das máscaras e do álcool a 70%, coincidentemente, veio ao encontro de uma necessidade relatada pela Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará/ Malungu, durante reunião no dia 21 deste mês para discutir as ações de saúde nas comunidades quilombolas frente à pandemia Covid-19. “Muitas comunidades estão fazendo barreiras sanitárias por conta própria para reduzir os riscos de contaminação entre a população quilombola, e as máscaras serão muito importantes para as pessoas que atuarem nessas barreiras”, disse.

Segundo a coordenadora, além de repassar materiais para as medidas preventivas, a Sespa vem orientando e capacitando profissionais e gestores municipais de saúde quanto às notas técnicas, protocolos e fluxos estabelecidos para a assistência aos pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19 em comunidades quilombolas.

A Coordenação também tem monitorado, com apoio dos Centros Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde, os casos suspeitos e/ou confirmados, descartados, recuperados e de óbitos, por Covid-19, principalmente em municípios onde há comunidades quilombolas. “Nosso objetivo é fortalecer os serviços de saúde para a detecção, notificação, investigação e monitoramento de prováveis casos suspeitos, com a identificação dos indígenas e quilombolas, conforme as orientações do Ministério da Saúde”, ressaltou Tatiany Peralta.

Para intensificar as ações voltadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-1, nessas comunidades também foi criado um grupo de trabalho entre Sespa, Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Coordenação Malungo e líderes quilombolas.