Procon questiona Associação de Farmacêuticos sobre preços de medicamentos

Em videoconferência, gestores do Procon Pará pediram explicações ao setor, para evitar a cobrança de preços abusivos

30/04/2020 18h58 - Atualizada em 30/04/2020 20h21
Por Claudiane Santiago (SEJUDH)

Para evitar abusividade nos preços cobrados por medicamentos receitados para o tratamento da Covid-19, membros do Procon Pará, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), se reuniram na tarde desta quinta-feira (30), por videoconferência, com representantes nacionais e regionais da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag).

Na videoconferência, o diretor do Procon Pará, Nadilson Neves (embaixo, à dir.), destacou o trabalho conjunto pelo consumidorForam discutidos o aumento dos preços e as justificativas solicitadas pelo Procon. De acordo com diretores da Associação, o aumento dos custos dos insumos necessários para a fabricação dos medicamentos e de contratações de funcionários para atender à demanda foram alguns dos motivos que levaram à alta dos preços. "É importante trabalharmos juntos a favor de todos os consumidores. Estamos lidando com um serviço que é para salvar vidas. Então, queremos que todos tenham seus direitos garantidos", disse o diretor do Procon Pará, Nadilson Neves.

A Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor orientou a Anfarmag a conversar com os empresários do ramo para que trabalhem de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a fim de evitar danos à população.

Para o diretor regional da Associação, Marcelo Brasil, é importante trabalhar em parceria para garantir a qualidade dos serviços prestados. "O trabalho do Procon é muito importante em defesa da sociedade, e nós estamos tentando fazer o possível para atendermos a todas as demandas. Conversamos também com os proprietários dos estabelecimentos para que atuem dentro da legalidade", informou o diretor regional.