Com orientação da Emater, abrigados em escola revitalizam horta

A ideia é capacitar 18 homens e mulheres em situação de rua para reativar e expandir o plantio

20/04/2020 10h02 - Atualizada em 20/04/2020 11h25
Por Aline Miranda (EMATER)

Com a orientação do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), moradores de rua de Bragança, na região do Salgado, em quarentena por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus, estão aproveitando para revitalizar a horta da Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlia Quadros Peinado, onde estão abrigados pela Prefeitura.

Atividades ocorre na Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlia Quadros PeinadoA iniciativa da Secretaria Municipal de Trabalho e Promoção Social (Semtraps) e do Centro de Referência Especializada da Assistência Social (Creas), com o apoio da Emater, visa, a princípio, capacitar 18 homens e mulheres em situação de rua para reativar e expandir um espaço de 30m x 40m com sementes e mudas de alface, couve, tomate-cereja, limão, acerola, entre outras espécies. Os insumos e ferramentas serão doados ou intermediados pela Prefeitura e Emater. 

A primeira reunião foi realizada no último dia 15 de abril, para repasse de diretrizes, percepção da área, limpeza do terreno e planejamento do cronograma. Até maio, os primeiros plantios já devem acontecer. Todo o envolvimento é voluntário.

O objetivo, além de contornar a ociosidade da quarentena e de melhorar o espaço da escola para quando as crianças voltarem, resultará em qualificação para os próprios moradores de rua, muitas vezes sem oportunidade de trabalho e geração de renda.

“Torcemos para que esta situação do coronavírus não dure o suficiente para que a colheita da horta sirva à alimentação do grupo da quarentena, mas essa também é uma possibilidade. Ali são alimentos saudáveis, de qualidade, relativos às tradições alimentares do município” - Leonardo Miranda, engenheiro de pesca da Emater.

“Acreditamos que, além da reativação da horta escolar, as pessoas do abrigo estão tendo a chance de adquirir conhecimento para futuramente exercer atividades que permitam até o empreendedorismo”, complementa o engenheiro agrônomo da Emater, Adriano Paixão.