Idosos devem continuar se vacinando nos postos descentralizados

A orientação da Sespa visa evitar aglomerações nas Unidades Básicas de Saúde, diminuindo risco de contágio pelo novo Coronavírus

24/03/2020 20h28 - Atualizada em 25/03/2020 10h03
Por Roberta Vilanova (SESPA)

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) orienta a população idosa a continuar procurando os postos de vacinação instalados em farmácias, supermercados e estacionamentos de shoppings para tomar a vacina contra Influenza, vírus causador da gripe. A Campanha de Vacinação contra a gripe vai continuar nesses locais até 15 de abril.

Para facilitar ainda mais esse acesso, há três locais em que haverá vacinação durante a noite e madrugada: Supermercado Líder e farmácias da rede Drogasil localizadas na Avenida Visconde de Souza Franco (Doca) e Rua dos Mundurucus.

Os postos descentralizados são a melhor opção para imunizar os idososApesar de a vacinação ser competência da gestão municipal, o governo do Estado criou os pontos descentralizados como estratégia para deixar as Unidades Básicas de Saúde para a vacinação dos trabalhadores de saúde, e assim evitar a ida de idosos a essas unidades, onde poderiam ter contato mais facilmente com pessoas doentes. A meta é vacinar 90% de cada grupo prioritário da primeira fase da Campanha - 550 mil idosos e 139 mil trabalhadores de saúde. Nos dois primeiros dias de vacinação foram aplicadas 54 mil doses.

Redução de risco - A Campanha de Vacinação foi antecipada em todo o Brasil por conta da pandemia de Covid-19, com a finalidade de reduzir o adoecimento, as complicações e a mortalidade decorrentes das infecções pelos vírus Influenza A/H1N1, Influenza A/H3N2 e Influenza B, especialmente nesse momento de circulação do novo Coronavírus. Dessa forma, evitam-se aglomerações nos postos de saúde por pessoas gripadas e o risco de maior propagação da Covid-19.

Segundo o diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, Amiraldo Pinheiro, neste momento de pandemia a vacinação dos idosos contra os vírus Influenza (gripe) é importante para reduzir os riscos de coinfecção – que a pessoa seja acometida por dois agentes patogênicos ao mesmo tempo, tornando ainda mais difícil o tratamento. “A vacina evita que as pessoas adoeçam por um vírus gripal ou minimiza os sintomas”, ressaltou o diretor.

Outras prioridades - Com meta de vacinar 400 mil pessoas no Pará, a segunda etapa da Campanha começará no dia 16 de abril e se estenderá até 8 de maio, tendo como grupos prioritários professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (diabetes, hipertensão etc.).

A terceira e última fase da Campanha, de 09 a 22 de maio, abrangerá crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medida socioeducativa, população privada de liberdade, funcionários do sistema penitenciário e adultos de 55 a 59 anos de idade, cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Para a realização da Campanha, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde disponibilizou 2,3 milhões de doses de vacina trivalente ao Pará, que estão sendo entregues em três remessas.