Escolas estaduais criam projetos que incentivam alunos a ler e escrever

Profissionais são de fundamental importância para criar o hábito da leitura nos estudantes

12/03/2020 13h30 - Atualizada em 12/03/2020 15h39
Por Leidemar Oliveira (SEDUC)

Nesta quinta-feira (12) comemora-se o Dia do Bibliotecário, profissional que trata a informação e a torna acessível ao usuário final. Nas escolas da rede estadual, eles são de fundamental importância no incentivo à leitura dos estudantes.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (Siebe), promove orientações, palestras, assessorias e também projetos como o Tertúlias Literárias, que está em processo de implantação. O Siebe conta com 15 bibliotecárias que atuam de forma itinerante nas USEs (Unidade Seduc na Escola) e UREs (Unidades Regionais de Educação). O Sistema realiza também capacitação de professores de Língua Portuguesa para atuarem nas bibliotecas.

Coordenadora Silva FernandesO Tertúlias Literárias surgiu em 1978, na Escola de Educação de Pessoas Adultas de La Verneda de Sant-Martí, em Barcelona, na Espanha. Consiste na prática de leitura dialógica, na qual os participantes leem e debatem de forma compartilhada. A leitura da literatura pode ser clássica ou não e faz-se a roda de conversa para os alunos debaterem ideias e contrapontos sobre o tema em questão, sem que haja a interrupção do professor ou de algum mediador. 

“A ideia é que os próprios alunos cheguem a uma conclusão unânime ou com divergências, promovendo um debate de ideias em que cada um respeita a ideia do outro” - Sílvia Fernandes, coordenadora do Siebe. 

Leitura cidadã

Incentivar a leitura nas escolas é formar cidadãos críticos, que não aceitam qualquer informação como verdade. É pensando nesse futuro que a Escola Estadual Suboficial Edvaldo Brandão de Jesus, do bairro do Tapanã, em Belém, incentiva seus alunos, realizando minicursos de poesia, poema, trovas, sonetos e também com projetos, como roda de conversa. A escola promoverá um sarau literário com os alunos do fundamental.

“A gente tem um projeto que é a roda de conversa, onde cada aluno conta a história que leu” - professora Vanessa Gualberto, responsável pela biblioteca da escola.

A unidade tem projetos voltados para o Ensino Fundamental e Médio. No “Médio”, os professores de Língua Portuguesa promovem competições de HQ (história em quadrinhos) e literatura de cordel, nas quais os alunos são incentivados a criarem seus HQs e cordel a partir de um tema central. Os mais votados ganham um prêmio e a publicação no blog da biblioteca. Os alunos curtem a ideia e são ativos nas atividades. 

“As pessoas têm que se esforçar para ler melhor, porque, um dia elas vão precisar da leitura”, comentaram as alunas do 6º ano, Ariela Alice e Shaiane Cristina.

Assim como a “Edvaldo Brandão”, diversas outras escolas estaduais desenvolvem projetos de leitura inovadores, entre eles, estão o Sacolinha da Leitura, Sorverteria da Leitura, Leitores Literários etc, que têm ajudado os alunos a desenvolverem o gosto de ler e escrever. Nas séries iniciais, essas iniciativas são fundamentais para garantir a proficiência em leitura na idade certa. Nas escolas que estão sendo entregues desde 2019, o governo do Estado vem priorizando a reforma e ampliação de espaços pedagógicos aos alunos, em especial, bibliotecas e salas de leitura.