Governo apoia II Marcha de Belém Contra o Trabalho Infantil realizada neste domingo

Cerca de 100 mil pessoas, entre adultos, jovens, crianças e artistas participaram do ato nas ruas do centro da capital paraense

01/03/2020 13h06 - Atualizada em 01/03/2020 14h02
Por Ronan Frias (COHAB)

Educação, cultura, assistência social e outros temas desenvolvidos pela gestão estadual foram alguns dos pontos apresentados pelo Governo do Pará à sociedade durante a realização da II Marcha de Belém Contra o Trabalho Infantil. O evento, que ocorreu neste domingo (1º) na capital paraense, reuniu, segundo a organização, cerca de 100 mil pessoas. Veja mais fotos.

“Nós entendemos que as políticas públicas que fortalecem as nossas manifestações e expressões culturais fortalecem também os direitos das crianças. Em todos os territórios, essa energia que brinca nas quadrilhas, na capoeira, no carimbó e em outras danças e expressões, colocam as crianças cada vez mais próximas dessa educação transformadora que a cultura é”, avalia a secretária de Estado de Cultura, Úrsula Vidal.

A Justiça do Trabalho da 8ª Região em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, promoveram a Marcha que também contou com a participação de comunicadores e artistas locais como Pinduca, Lia Sophia, Dira Paes. Para a  integrante da Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Infantil da Justiça do Trabalho, a desembargadora Maria Zuíla Dutra “a Marcha é uma reunião de toda a sociedade".

"Nossa proposta é que todos sejam conscientizados sobre os males do trabalho infantil. O artigo 227 da Constituição federal é muito claro ao determinar que a responsabilidade da proteção da infância é do Estado, da sociedade e das famílias. Ou seja, é de todos nós e de cada um de nós”. Maria Zuíla, desembargadora.

Ao longo do percurso, que seguiu pelas avenidas Presidente Vargas e Nazaré, associações, entidades, instituições públicas, organizações não governamentais, representantes do setor privado e a sociedade civil caminharam em prol da vida plena de crianças e adolescentes. A defesa dos direitos previstos em lei foram lembrados durante a caminhada que contou com a participação de cerca de 350 crianças atendidas pela fundação ParáPaz nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba.

Representatividade - A participação de estudantes chamou a atenção pelo comprometimento dos jovens com a causa. A escola Salesiana do Trabalho levou cerca de 1,2 mil alunos para se unirem ao movimento. Aos 15 anos, Thamires estava orgulhosa de participar deste importante momento de conscientização social com os colegas de turma. “Nós estamos aqui porque é muito importante que todos estejamos unidos para marchar e lutar por um Brasil sem trabalho infantil”, comentou.

Segurança 

Órgãos de segurança municipais e estaduais montaram uma força-tarefa para garantir a ordem durante a II Marcha. Além disso, o Corpo de Bombeiros levou alunos que participam do Programa Escola da Vida para participarem do evento.

Entre os atendidos estava Jhully Souza, que considera a iniciativa dos Bombeiros como um importante ato em favor das crianças. “Nós Recebemos atenção especial e viemos fazer parte da marcha. Estamos muito felizes de estar aqui hoje”, festeja a jovem de 15 anos.