Seaster vai levar Programa de Aquisição de Alimentos a comunidades quilombolas

O objetivo é incentivar a alimentação saudável para beneficiar pessoas em situação de vulnerabilidade social

28/02/2020 20h22 - Atualizada em 29/02/2020 10h34
Por Rodrigo Souza (SEASTER)

Criado para garantir o direito ao consumo de produtos de qualidade, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tem como um dos objetivos levar alimentação saudável a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Com base no programa, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) iniciou uma série de visitas em fevereiro, com o objetivo de levar o PAA para comunidades quilombolas do Pará. Uma das contempladas é a comunidade São José do Itacu, no município de Mocajuba, região nordeste.

A produção de alimentos livres de agrotóxicos é uma das vantagens do ProgramaAlimentos produzidos em comunidades quilombolas são livres de agrotóxicos. São alimentos que vão direto para a mesa de abrigos de crianças e adolescentes, mulheres e idosos, e ainda para os centros de Referência de Assistência Social (Cras) e de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

“A visita à comunidade faz parte das ações de segurança alimentar e nutricional, e o respeito à cultura alimentar. Nós temos um percentual para que uma parte dos alimentos para o PAA seja oriunda de agricultores de comunidades tradicionais”, informou a diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Seaster, Nazaré Costa.

Marajó - Além do município de Mocajuba, a Seaster pretende expandir a inclusão socioprodutiva para o Arquipélago do Marajó, com a realização de um seminário na região. A equipe da Secretaria participou de uma reunião, no último dia 21, no município de Soure, para discutir os preparativos para o evento.

Alternativas - A iniciativa pretende reunir diversos setores governamentais e da sociedade civil em um ambiente de construção de conhecimento e alternativas de desenvolvimento para a região. “Com esse seminário, nós queremos fazer um ambiente de difusão de conhecimento com palestras, debates e oficinas. O seminário será um grande encontro voltado para a segurança alimentar, pois o PAA tem a missão de desenvolver o agricultor e também o extrativista, ou seja, qualquer pessoa que esteja na produção produtiva”, explicou Paulo Nascimento, coordenador de Inclusão Produtiva e Capacitação da Seaster.

Para Nilson Cardoso, representante da Associação dos Caranguejeiros de Soure, “é muito válido o Governo proporcionar condições de produção para nós, que somos da área do extrativismo, e reconhecer a importância do nosso trabalho para a segurança alimentar. Nós precisamos desse reconhecimento e apoio para alavancar a nossa produção”, disse Nilson Cardoso.

As comunidades quilombolas do entorno também mandaram representantes ao encontro. “Nós precisamos aumentar os índices de desenvolvimento humano da nossa região, que ainda são baixos, na questão alimentar. A população está comendo mal. Nós precisamos aprender a comer, e isso significa consumir alimentos de qualidade produzidos na própria comunidade. Os projetos da Seaster vêm para fortalecer e desenvolver as nossas comunidades”, afirmou Luís Souza, representante da juventude quilombola de Salvaterra.