Trabalho de internas do sistema penitenciário reforça a reinserção social

Durante dois dias, as peças confeccionadas por integrantes da Coostafe participaram do II Carnaval da Criatividade Amazônica

25/02/2020 19h16 - Atualizada em 25/02/2020 21h21
Por Vanessa Van Rooijen (SEAP)

A exposição no ’Feliz Lusitânia’ ganhou a aprovação do públicoArtesanatos e produtos confeccionados por internas da Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe), custodiadas no Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belpem), expuseram os trabalhos durante dois dias no II Carnaval da Criatividade Amazônica. O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), na Casa das Onze Janelas, no centro histórico de Belém. O evento foi uma opção de lazer e entretenimento para quem ficou na capital paraense neste Carnaval, e optou por uma programação destinada a toda a família. 

De acordo com Belchior Machado, diretor de Reinserção Social da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o trabalho apresentado mostra como a Secretaria vem contribuindo para a profissionalização, o desenvolvimento de técnicas e a padronização dos produtos, além de dar todo suporte logístico à Cooperativa para participação em eventos dessa natureza. "A reinserção, em todas as suas esferas, é a missão mais impactante para a mitigação da reincidência e consequente redução da criminalidade", afirmou o gestor.Peças confeccionadas por internas integrantes da Cooperativa Social

A jornalista Ana Matos visitou o estande da Coostafe e aprovou os produtos. "Tudo é muito bonito, e o melhor é ver que este trabalho é realizado por pessoas privadas de liberdade. Ver esses produtos mostra a ação da reinserção social, e só dessa forma é possível oferecer e proporcionar uma nova vida para quem está custodiado", ressaltou.

A diretora do Centro Recuperação Feminino, Rita Canto, disse que a receptividade do público aos produtos foi positiva. "A exposição dos produtos produzidos pelas internas é uma forma de mostrar que elas estão sendo assistidas, e estão trabalhando. Além disso, recebem a oportunidade de se capacitar para a geração de renda quando egressas. É construída uma nova imagem perante a sociedade", afirmou.