Em Santarém, Polícia Civil combate o desmatamento ilegal

21/02/2020 15h55 - Atualizada em 21/02/2020 16h32
Por Luiz Cláudio (PC)

A Polícia Civil do Pará deflagrou, na quinta-feira (20), a 2ª fase da operação “Artemis”. Tendo em vista a instituição da Força de Combate ao desmatamento do Estado do Pará. A operação visa coibir o desmatamento ilegal na Amazônia, mais especificamente na região do “Corta-Corda”, local de onde surgem inúmeros relatos dessa prática, localizada no município de Santarém, no oeste paraense. A operação contou com cinco policiais civis e 10 fiscais do IBAMA, além da utilização de quatro viaturas.

Durante a operação, nenhum dos responsáveis pelas derrubadas foi encontrado, sendo achado apenas indícios da presença recente de exploradores e dos maquinários utilizados. A operação foi encerrada por volta das 22 horas de quinta-feira (20).

No mês de outubro de 2019, durante a 1ª fase da operação “Artemis”, 12 pessoas foram presas em flagrante pela exploração ilegal de madeira, além da apreensão do maquinário utilizado na exploração, e quase 800 m³ (m³ metros cúbicos) de madeira em tora e processada, tendo sido desativada a serraria ilegal.

O Titular da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA/Santarém), o delegado Fabio Amaral, Informa que mesmo com o forte período chuvoso amazônico, e com as péssimas condições de trafegabilidade das estradas e ramais, o que dificulta muito o deslocamento, ficou evidente que a exploração ilegal de madeira permanece.

“Diante do fato, as equipes policiais diligenciaram até a região, ocasião em que foram localizadas diversas áreas em que ficavam instaladas serrarias ilegais em plena floresta, de onde a madeira extraída já era processada, nos mais variados pontos do citado assentamento”, explica o delegado Fabio, titular da DECA.

Para o delegado Fabio, ficou identificado que as constantes incursões das equipes naquela região acabam inibindo, de certa forma, a presença dos exploradores, contudo ainda continuam agindo de forma indiscriminada na região, ficando inequívoca a necessidade de continuidade nas fiscalizações, destacou o delegado.

"As equipes policiais seguem diligenciando para que a região do Baixo e Médio Amazonas seja conhecida como referência no combate ao conflito agrário e no combate aos crimes graves, no que tange ao meio ambiente”, finalizou o delegado Fabio Amaral titular da DECA.