Projeto 'Meu Endereço', do TerPaz, dá início ao trabalho de campo no Jurunas

20/02/2020 15h14 - Atualizada em 20/02/2020 15h18
Por Jeniffer Galvão (SECTET)

O aposentado Sabino Teixeira da Silva, 76 anos, mora no bairro do Jurunas, em Belém, há 43 anos. Com o crescimento da família, foi dividindo o terreno para abrigar filhos e netos. Hoje são quatro residências num lote de cinco metros de frente por 38 metros de fundo. Seu Sabino recebeu, nesta quarta-feira (20), a visita da equipe do projeto “Meu Endereço: lugar de paz e segurança social”, desenvolvido no programa Territórios Pela Paz (TerPaz) por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA).

Com as visitas técnicas já em andamento nos demais bairros do TerPaz, o “Meu Endereço” deu início nesta quarta à ida até as residências das 73 famílias cadastradas no Jurunas, último território a receber as atividades do projeto. A primeira visita foi na casa da família do seu Sabino, que mora no local com mais 23 pessoas. “A minha expectativa e de toda a família é dividir o terreno em quatro lotes iguais e cada um ter a sua moradia legalizada. É uma esperança enorme”, diz o carpinteiro, que veio do Marajó quando tinha 16 anos.

A família espera ainda alcançar outros programas sociais para fazer melhorias nas casas e drenar o terreno, que sofre com alagamentos nesse tempo de chuvas. O geógrafo Cleison Costa, que faz parte da equipe do projeto, explica que, durante as visitas, serão levantados os dados familiares e as medidas dos lotes e das moradias. “Os dados são coletados por supervisores e assistentes do projeto que residem nas comunidades, facilitando o diálogo social. O nosso planejamento é realizar quatro visitas familiares por dia até atender todas as demandas no território jurunense”, detalha.

O “Meu Endereço” oferece assistência técnica profissional e inovação tecnológica no processo de regularização fundiária, acesso a políticas públicas e auxílio na resolução de conflitos. “Sabemos que é comum haver conflitos entre vizinhos e até mesmo entre familiares na disputa por lotes urbanos. Promovendo o diálogo e buscando o consenso, procuramos resolver essas questões para que todos vivam num ambiente de paz”, enfatiza a coordenadora do projeto, Myriam Cardoso.

Com informações da Ascom da Comissão de Regularização Fundiária da UFPA.