Estado discute caminhos para tornar a gestão educacional mais eficiente

Entre as pautas apresentadas para melhorar a qualidade do ensino do Pará, estava um novo modelo de gestão para as escolas tecnológicas do estado.

10/02/2020 18h19 - Atualizada em 11/02/2020 10h22
Por Jackie Carrera (SECOM)

O governador Helder Barbalho se reuniu nesta segunda feira (10), com a Secretária de Estado de Educação (Seduc), Fátima Braga, a Presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE/Pa), Betânia Fidalgo, e a Presidente da Câmara de Educação Básica do CEE/PA, Beatriz Padovani. O objetivo foi tratar juntamente com a nova titular da secretaria, duas importantes propostas para melhorar a gestão educacional no Estado.

Uma delas é a migração da gestão das escolas técnico-profissionais da Seduc para a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectet). Para as dirigentes do Conselho esta mudança reflete uma tendência atual em quase todo o resto do país, dar mais ênfase na gestão de escolas tecnológicas.

Betânia Fidalgo, presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE/Pa); o governador Helder Barbalho; a secretária de Estado de Educação (Seduc), Fátima Braga e a presidente da Câmara de Educação Básica do CEE/PA, Beatriz Padovani.

“A ideia da migração das escolas técnico profissionais para a Sectet me parece um caminho acertado para que a gente consiga fazer uma gestão especializada dessa área da formação profissional. Ou seja, dentro da Seduc, que é uma secretaria gigantesca, a profissionalização é mais uma modalidade. Mas se ela estiver dentro da Sectet vai ser tratada num nível que ela merece ser desenvolvida. É uma das prioridades da educação em âmbito nacional, ampliar as oportunidades”, disse Padovani.

Outra pauta também discutida foi a possibilidade de transformar o Conselho Estadual de Educação em uma autarquia. A estratégia permite que o órgão possa captar recursos para custear capacitações no âmbito legislativo, haja vista que uma das competências do órgão, além de deliberativo e consultor, é fiscalizar o cumprimento das normas legislativas educacionais em escolas públicas e privadas de nível municipal, estadual e federal.

“A gente precisa levar os conhecimentos para as escolas. muitas das vezes é o desconhecimento que faz com que as normas não sejam cumpridas. Isso é um trabalho muito grande porque nossa rede é de mais de 900 escolas privadas e quase mil escolas estaduais, num estado com dimensões continentais. Então a gente precisa hoje de uma dotação orçamentária à parte para não onerar o Estado. Como autarquia a gente pode ir atrás desses recursos, atrás de parcerias”, complementa Betânia Fidalgo.

A Secretaria de Educação, Fátima Braga, reforça que o conselho continuaria vinculado à Seduc e que isso só fortaleceria o trabalho do órgão que serve como interlocução do Estado com as diversas instituições e unidades de ensino.

“Cria uma autonomia ao conselho que é importante pra poder ampliar esse atendimento. No caso das escolas tecnológicas, estamos pensando em caminhos para buscar a maior eficiência desse ensino profissional, sobretudo, das novas escolas tecnológicas que estão para ser inauguradas”, disse Fátima Braga.