Obras da Nova BR-316 prosseguem com segurança e aprovação de pedestres e condutores

Com o desvio para construção do viaduto, cresce a expectativa diante da obra que beneficiará mais de 3 milhões de pessoas

22/01/2020 18h25 - Atualizada em 23/01/2020 09h19
Por Dayane Baía (SECOM)

O desvio para as obras na BR, já em funcionamento, garante infraestrutura para pedestres e ciclistasAs obras na Rodovia BR-316, executadas pelo Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), já devem entrar na fase de isolamento da área onde será construído o viaduto de Ananindeua, para construção da fundação do túnel próximo ao terminal de integração do município. As mudanças ocorrem à altura do KM-07, onde foi feito um desvio no último domingo (19).

O desvio provisório, com 300 metros, mantém as três faixas de trânsito naquele trecho da rodovia, além da estrutura para pedestre, ciclovia e iluminação. Agentes do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) estão na área orientando condutores e pedestres.

Clique no vídeo abaixo para conhecer o projeto do novo corredor da BR-316:

Suellen Tamires Silva trabalha como vendedora ambulante às proximidades do desvio, e acompanha o movimento no local desde o último domingo. “Está tranquilo. Até agora não vi acidente. Todo mundo atravessa aqui direitinho. Os carros entram e saem, o sinaleiro está trabalhando tranquilo. Até agora não está tendo nenhuma preocupação”, afirmou. “Eu estou achando uma boa solução, porque desafogou mesmo o trânsito. Tinha muito acidente, e agora todo mundo está respeitando a sinalização. A infraestrutura está muito boa mesmo”, disse Suellen Silva.

Alessandro Barra, que trafega diariamente pela BR-316, disse que o desvio melhorou a segurança para os ciclistasObedecer à sinalização é um dos princípios de Alessandro Barra, que percorre de bicicleta o trajeto de casa, no bairro do Tapanã, até o local de trabalho, em Ananindeua. “É mais seguro do que atravessar fora da faixa. Com o desvio melhorou, porque quando a ciclovia estava isolada ficava ruim. Os carros gostam de pegar o acostamento”, ressaltou Alessandro, que trabalha como classificador de peixes ornamentais.

Moradora do conjunto Júlia Seffer, com entrada próxima ao canteiro de obras, Ana Lúcia dos Santos está confiante nos benefícios da nova BR. “Para nós, moradores, vai melhorar muito. Vão fazer essa rua (de acesso ao conjunto), o ônibus vai entrar e o passageiro vai poder pegar outro (no terminal). A vizinhança está gostando. Até agora não houve nenhum acidente”, garantiu a cabeleireira.

Complexidade - De acordo com Eduardo Ribeiro, diretor do NGTM, é uma obra de grande complexidade, “por ser em uma rodovia urbana, onde moram no entorno mais de 600 mil pessoas, e acessam a BR quase 3 milhões, somando-se as populações dos municípios que integram a Região Metropolitana de Belém. Diariamente, transitam 60 mil veículos pela via. Isso torna a execução da obra complexa, para que o andamento interfira o menos possível nessa rotina”, afirmou Eduardo Ribeiro.No local do desvio iniciarão as obras do viaduto e das fundações do terminal de Ananindeua

O serviço total prevê obras de reconstrução da BR-316, implementação do sistema troncal de ônibus, do centro de controle operacional na Rodovia Augusto Montenegro, drenagem, pavimentação rígida e flexível, construção dos túneis, viadutos e terminais de Ananindeua e Marituba. Nas proximidades do desvio está instalado o canteiro de obras e o parque de máquinas, com usinas de asfalto e concreto. No local também serão edificados quatro módulos do Terminal de Ananindeua. A vendedora Suellen Tamires Silva atesta que o desvio já reduziu o número de acidentes na área

Estão em andamento as obras civis, que incluem a  construção de 26 estações de passageiros (13 em cada sentido), dos terminais de integração de Ananindeua e Marituba e do centro de controle operacional. “Já as viárias, relacionadas aos túneis, viaduto e pavimentação, iniciam à medida que se concluem os trabalhos na rede de água, energia elétrica, cabeamento e fibra óptica”, acrescentou Eduardo Ribeiro.