Estado assina convênio para o funcionamento do projeto Escola-Indústria

A Escola Indústria é um projeto do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

22/01/2020 15h06 - Atualizada em 22/01/2020 18h42
Por Camila Botelho (SEDAP)

O estado do Pará é o maior produtor de cacau do Brasil, por isso a importância de palestras para produtores e órgãos estaduais que concordam que a economia cacaueira é fundamental para os sistemas agroflorestais. O encontro foi no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

Um convênio foi assinado para o funcionamento de uma mini fábrica de chocolate que atenderá os municípios de Tomé-Açu e de Castanhal. O superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Walter Cardoso, acredita no projeto da escola indústria que pretende reverter à exportação do cacau como matéria-prima.

“Esse projeto através da transferência de tecnologia e assistência técnica que o Senar vem desenvolvendo vai contribuir com a verticalização do cacau.” Afirmou Cardoso.

Foram ministradas 17 palestras com foco no tema Pará: Maior Produtor de Cacau do Brasil e Futuro Maior do Mundo. A questão ambiental foi lembrada e que atualmente, o sistema agroflorestal, combate o aquecimento global e melhora a economia depois de atrair capital privado, de acordo com o economista e professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Mario Ribeiro.

O Projeto de Restauração Florestal por meio de Sistemas Agro florestais (Prosaf) é de grande importância e torná-la uma política pública de Governo seria de extrema importância, ressaltou o gerente do escritório Regional do Rio Xingu Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor Bio), Israel de Oliveira.

O titular da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Hugo Suenaga, representou o governo nessa reunião e reforçou o compromisso de atuação no setor produtivo principalmente na cacauicultura com o alinhamento dos setores para que possa ter bons frutos no futuro. “O apoio do governo do estado junto da iniciativa privada e terceiro setor, representado pela Faepa, gera uma eficiência muito grande para mostrar que temos condições de verticalizar a nossa amêndoa”, reiterou Suenaga.

Participaram da reunião, Sedap, Faepa, Senar, Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate do Estado do Pará, (Ascau), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara), Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet), UFRA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e Ideflor-bio.