Marcha de combate ao trabalho infantil terá apoio do Governo do Estado

A mobilização deve levar cem mil pessoas às ruas da capital paraense.

20/01/2020 17h31 - Atualizada em 20/01/2020 19h12
Por Carol Menezes (SECOM)

O Governo do Estado será apoiador oficial da II Marcha de Belém contra o Trabalho Infantil, iniciativa da Justiça do Trabalho marcada para o dia 1º de março, às 8h, com saída da Praça Pedro Teixeira (Escadinha da Estação das Docas) e dispersão no Largo do Redondo, na Avenida Nazaré, centro da cidade. A parceria foi firmada na tarde desta segunda-feira (20), em reunião no Palácio dos Despachos, entre a primeira-dama, Daniela Barbalho, secretários de Estado e representantes da Comissão de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região - Pará e Amapá (TRT8).

Este ano, a estimativa dos organizadores é reunir cerca de cem mil pessoas numa mobilização de combate ao trabalho precoce.

Para Daniela, não se pode priorizar o bem estar da criança e do adolescente sem essa conscientização.

"Se nós estamos preocupados em reduzir índices de violência e evasão escolar, precisamos fazer com que todas as secretarias atuem em conjunto e garantir que estejam na escola, e não trabalhando, seja em uma feira, em um semáforo, lavando carro", justificou. A primeira-dama reforçou como sendo essencial a compreensão dos pais nesse processo. "Educação é uma conquista a longo prazo. O trabalho infantil pode resolver o agora, o almoço, o jantar, mas não resolve a vida, muito pelo contrário; tira oportunidades que nós queremos que as crianças e os adolescentes tenham", explicou.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Articulação e Cidadania (Seac), Ricardo Balestreri, praticamente todas as pastas estarão engajadas em uma grande campanha de conscientização que culminará na marcha. A intenção é promover o entendimento de que não há nada de enobrecedor ou suave na prática. "É danoso e perverso o trabalho infantil. No Brasil, não é o menino no escritório do pai ou no consultório da mãe, a população brasileira de maneira geral é pobre ou miserável. Então é criança carregando saco, atuando em condições insalubres, de insegurança, é desse trabalho que estamos falando", destacou. "Precisamos reservar às crianças o espaço do estudo, do lazer, da dignidade. Se temos muito problema de fome e de miséria não é pelo trabalho infantil que se resolve isso. É preciso encarar essa situação com mais seriedade e com mais compaixão por quem está nessa situação", afirmou.

Integrantes da Comissão de Combate ao Trabalho Infantil do TRT8, a juíza Vanilza Malcher e a desembargadora Zuíla Dutra reconheceram o peso de ter o Estado como grande apoiador da programação. "Todos mobilizarão servidores, comunidades, grupos, e é isso que nós queremos, todos unidos contra o trabalho infantil", declarou a juíza.

A desembargadora parabenizou o Governo por ações já realizadas pelo Estado, como o programa Territórios pela Paz (TerPaz) e a própria atuação da Fundação ParáPaz. "Somar essas forças nos fortalece. Essa parceria tem um significado profundo de união, de mostrar à sociedade que todos os órgãos estaduais querem uma vida plena para todas as suas crianças e adolescentes", concluiu.