Pará investe e pode dobrar o número de turistas norte-americanos

Empresários dos Estados Unidos e do Brasil acreditam no amplo potencial existente em território paraense

17/12/2019 16h13 - Atualizada em 17/12/2019 17h27
Por Israel Pegado (SETUR)

Com quilômetros de praias, de mar e rio, o Pará é opção para turista que procura lugares ensolaradosAumentar o fluxo e o número de turistas norte-americanos no Estado do Pará é o objetivo principal da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) ao realizar o Workshop de Promoção Internacional, na tarde de segunda-feira (16), no auditório do órgão, com a participação de agentes de viagens, representantes de hotelaria, empresas de eventos, transportadoras turísticas e da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).

A ampliação do conhecimento sobre a realidade do mercado norte-americano, o perfil desse turista, o potencial emissivo dos Estados Unidos, os destinos paraenses que têm potencial para serem comercializados na América do Norte e o resultado da ação Experiência Pará, realizada em Orlando, na Flórida, de 2 a 06 de dezembro, foram alguns dos temas debatidos durante o workshop, que contou com a presença de vários especialistas, como Gisele Lima, publicitária com experiência em Marketing na Alemanha. Com trabalhos realizados em 26 países, Gisele ressaltou a força da oferta turística e como o Pará consegue oferecer uma experiência única de Floresta Amazônica completa.

Com regiões bem diversas, o Pará é lugar para o turismo de aventura“Na nossa visão, na experiência que nós tivemos com os operadores norte-americanos na USTOA (Associação de Operadores de Turismo dos Estados Unidos), isso demonstra que o Pará – dentro de um contexto de experiência de Floresta Amazônica – consegue aportar uma diversidade, uma magia, que contempla não apenas a experiência da floresta, mas o conforto de uma cidade cosmopolita e cultural. Floresta de manhã, ópera à noite. Bom restaurante de manhã, inserido no meio da floresta, praias fluviais e marítimas, sol e praia, ecoturismo e aventura. É muito completa”, afirmou Gisele Lima.

De acordo com números do sistema Sabre Vacations, cerca de 20 mil turistas norte-americanos chegaram ao Pará por meio aéreo, de setembro de 2018 a outubro de 2019. Segundo a USTOA, o Pará tem capacidade para dobrar esse número de turistas norte-americanos no Estado.

Planejamento - Para o secretário de Estado de Turismo, André Dias, o encontro foi positivo. Ele informou que o planejamento da Secretaria não encerra na participação em um evento; este é apenas o início da parceria com empresários do setor. “O Estado não vende produtos. Quem vende é o empresário. E nós estamos aqui para fomentar a atividade do empresário. Um planejamento de ação voltado ao mercado norte-americano. Já demos alguns passos iniciais para que a gente possa entregar ao empresário o perfil do turista americano e o perfil das operadoras de turismo do EUA, para que eles nos devolvam, nessa segunda etapa, os produtos para atingir cada um desses turistas”, explicou o secretário.

Segundo Maurício Américo, coordenador de Planejamento de Voos e Terminal de Passageiros da Infraero, a iniciativa é válida porque o Aeroporto Internacional de Belém faz a conexão direta dos Estados Unidos com Belém. “É rota de tempo de voo curto. O caminho é esse. A gente observa que há um crescente interesse do mercado norte-americano no Pará”, acrescentou.

Avaliação do trade – Ariane Mathne, gerente-geral do Hotel Mercure Belém/Accor, afirmou que a iniciativa era esperada pelo mercado há muito tempo. “Hoje, o turismo de experiência é, cada vez mais, buscado. As mídias sociais dizem muito isso, e a gente tem muito a oferecer em termos de experiência. A cidade tem estrutura tanto agora, através dos voos, e também estrutura hoteleira para atender diferentes públicos. Hoje, o Estado do Pará tem mais preparo”, garantiu.

Para Simone Pereira, proprietária do Hotel Marajó e representante da Associação de Turismo do Marajó (ATM), o evento foi “fabuloso”, mas frisou a necessidade de maior profissionalização de quem trabalha com turismo no Pará, no atendimento ao visitante. “Produtos nós temos. Falta nos adequarmos às exigências e normas que eles solicitam, porque é realmente um mercado exigente. O próprio nome (Marajó) já se vende em qualquer lugar do mundo que você vá. O Marajó é ecoturismo, é turismo de vivência, é observação de pássaros, natureza, sol e praia. É um mercado que precisa ser lapidado”, disse a empresária do setor.

Praias que surgem nos rios em época de estiagem também seduzem turistasO agente de viagens Marcelo Micucci, da Gekos Receptivo, destacou que o Pará ainda precisa trabalhar sua imagem com o público norte-americano, e que essa promoção deve focar na diversidade de produtos do Pará e da Amazônia. “A gente tem um grande potencial a explorar, principalmente com os EUA, com a liberação do visto. E precisa ser dado o primeiro passo. Esse primeiro passo foi dado hoje, aqui, de uma forma muito competente e profissional”, garantiu.