Estados da Amazônia Legal firmam protocolo de intenções com a França

O Governo do Pará, integrante do consórcio brasileiro, destaca a importância de estratégias que gerem melhorias para a região

10/12/2019 20h08 - Atualizada em 10/12/2019 21h02
Por Ronan Frias (COHAB)

O governador Helder Barbalho (c), ao lado do governador do Amapá, Waldez Góes, presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia LegalO Pará e os outros oito estados que compõem a Amazônia Legal firmaram nesta terça-feira (10) um protocolo de intenções com a França. O documento foi assinado em Madri (Espanha), durante a Conferência do Clima (COP 25), promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), pelo atual presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal e governador do Amapá, Antônio Waldez Góes da Silva, e o enviado especial da República Francesa, Pierre Henri Guignard.

O governador do Pará, Helder Barbalho, participou do evento e ressaltou a relevância do envolvimento de todos na criação de estratégias que possibilitem alternativas capazes de gerar melhorias para a região amazônica, assegurando o respeito ao meio ambiente. “Agradecemos a oportunidade. Nós estamos absolutamente à disposição para a participação coletiva. A nossa estrutura de governança envolve do governador à sociedade civil, num amplo movimento para gerar desenvolvimento e garantir a sustentabilidade da floresta”, afirmou o governador paraense.

Helder Barbalho garantiu que a estrutura de governança do Pará é um amplo movimento que visa desenvolver e garantir a sustentabilidade da florestaNo documento, as partes demonstram a preocupação em atingir as metas descritas no tratado de Paris sobre mudanças climáticas e preservação da floresta amazônica. No texto também fica expresso o desejo de colaborar com o desenvolvimento sustentável e inclusivo da região. No protocolo de intenções, cinco pontos receberam destaque:

1 – A intenção dos governadores da Amazônia Legal em 2020 realizarem uma visita de trabalho à França para conhecerem mais sobre as oportunidades de financiamento, além de apresentarem os planos de desenvolvimento regional, a política de combate às mudanças climáticas, bem como se encontrarem com representantes das instituições francesas potencialmente interessadas no desenvolvimento sustentável.

2 – A Agência Francesa de Desenvolvimento deseja manter com o consórcio um diálogo para identificar os projetos locais de desenvolvimento.

3 – A embaixada francesa em Brasília (DF) e duas redes de pesquisa de origem francesas presentes no Brasil se propõem a iniciar uma reflexão sobre o aprofundamento da cooperação científica para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, particularmente na área da agroecologia e gestão sustentável da floresta.

4 – A embaixada da França e o consórcio facilitarão o diálogo entre as autoridades locais francesas e da Amazônia Legal, para que cooperações descentralizadas possam ser estabelecidas. Ambos também se esforçarão para dar atenção especial ao desenvolvimento da cooperação com a Guiana Francesa, território ultramarino da França, que faz fronteira com a Amazônia Legal.

5 - A embaixada francesa e o consórcio promoverão em conjunto atividades culturas e educacionais para conscientizar o público sobre os desafios ecológicos e humanos relativos à proteção da Amazônia, no Brasil e na França.