Operação Pacificação reforça combate à criminalidade na Região Metropolitana

10/12/2019 16h39 - Atualizada em 10/12/2019 22h05
Por Jackie Carrera (SECOM)

Reforçar a segurança nos bairros e levar tranquilidade à população é o objetivo da Operação Pacificação, que desde janeiro de 2019 vem diminuindo os índices de criminalidade na Região Metropolitana de Belém. A força-tarefa que reúne diversos órgãos de segurança pública, entre eles Departamento de Trânsito (Detran), Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros Militar do Pará, é realizada aos fins de semana, sempre à noite, em locais com grande concentração de bares e festas.

O delegado Waldir Freire alertou para os abusos cometidos nas festas que se prologam nos fins de semanaA operação é coordenada a Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM), da Polícia Civil. “Nós atuamos na Região Metropolitana, principalmente em áreas integradas pelo Terpaz (Territórios pela Paz). O objetivo é ocupar essas áreas com todos os órgãos de segurança, tanto na fiscalização de estabelecimentos, para coibir principalmente a presença de menores consumindo bebidas alcoólicas, quanto na repressão ao tráfico de drogas. Também já apreendemos veículos irregulares, armas e verificamos mandados de prisão para cumprir”, informou o diretor de Polícia Metropolitana, delegado Marco Antônio Duarte. 

São realizadas de duas a três operações por fim de semana, com montagem de barreiras policiais e ações de fiscalização. A última força-tarefa de “Pacificação” ocorreu no último fim de semana, nos bairros da Cabanagem e Benguí, e no Distrito de Outeiro (todos em Belém). 

De janeiro até o último dia 09 de dezembro, cerca de 900 bares foram fiscalizados na operação. O efetivo, composto por mais de 30 agentes de segurança pública, atuou nos seguintes bairros: Cabanagem, Benguí, Jurunas, Guamá, Terra Firme, Cidade Nova, Paar e Icuí-Guajará.

Estabelecimentos irregulares foram fechados e houve a notificação para que os proprietários normalizem a situação na Delegacia de Polícia Administrativa (DPA). “O trabalho é preventivo. Nós fiscalizamos todos os bares, mas fechamos apenas aquele em situação irregular, que não tem alvará de licença, ou está com alvará vencido, que libera entrada de menores ou desobedece ao horário de funcionamento. Os bombeiros também dão orientações importantes sobre o uso de extintor de incêndio”, reforçou o delegado Marco Antônio Duarte.

Segundo a Polícia Civil, a operação inibe práticas criminosas que ocorrem no entorno dos bares, como tráfico de drogas e assaltos.

Festa Rave - Outra ação integrada da polícia quem vem sendo realizada à noite tem como alvo principal as festas raves, promovidas em sítios ou chácaras próximas de áreas urbanas. 

De novembro até hoje, a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema) recebeu denúncias de poluição sonora, que resultaram em três grandes ações conjuntas com a Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) e a Ronda Tática Metropolitana da Polícia Militar (Rotam), nos bairros do Parque Guajará e Curió-Utinga, em Belém, e no distrito de Pau D’Arco, em Santa Bárbara do Pará.A Polícia Civil coordena a força-tarefa de fiscalização e combate à violência

Segundo o delegado titular da Dema, Waldir Freire, as três festas não tinham alvará de licença para funcionar. Também foi constatado que o limite de decibéis ultrapassava o permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “O limite recomendado é 55 decibéis, e lá passavam de 80 a 86 (DB). Essas festas são organizadas pela internet, o local é alugado e o evento chega a durar de dois a três dias”, informou o delegado.

Drogas e abuso - Em todas as festas foram apreendidos entorpecentes, como maconha, cocaína e ecstasy, além de mesas de som e barracas de camping. Os adolescentes foram apreendidos e encaminhados ao Conselho Tutelar. Os responsáveis pela festa respondem por procedimentos de poluição sonora e comercialização de bebida alcoólica para menores de idade.

O delegado Waldir Freire acrescentou que uma das festas já durava mais de 12 horas e tinha um público de 600 pessoas. Os frequentadores estavam preparados para dormir no local. O evento era anunciado para durar três dias, de sexta-feira a domingo. Ele ressaltou que a maioria das substâncias entorpecentes estava diluída em bebidas, e por isso faz um alerta: “O consumo de álcool é exagerado e tem um tipo de bebida que é servido com droga, justamente para dopar as adolescentes e expô-las sexualmente. Tem gente que nessas festas se aproveita desses jovens. Geralmente, os pais não sabem que os filhos frequentam esse tipo de lugar”.