Educadores avaliam aprendizagem em escolas da rede pública de ensino

09/12/2019 20h18 - Atualizada em 10/12/2019 12h55
Por Leidemar Oliveira (SEDUC)

Gestores, secretários municipais de Educação e diretores de escolas estão reunidos em Belém para discutir as ações implementadas ao longo do ano, destinadas a melhorar a aprendizagem dos estudantes de escolas públicas. A reunião ocorre dentro da programação do II Encontro Regional de Educação, que visa monitorar a Agenda da Aprendizagem. Coordenada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Agenda tem como objetivo a implementação de um conjunto de ações pedagógicas que melhorem o desempenho da educação nas redes estadual e municipal de ensino.

Entre os 14 desafios pactuados no início de 2019 estão: alfabetização na idade certa; garantia de que todo jovem conclua o ensino médio dominando todas as áreas do conhecimento; redução das taxas de abandono e da desigualdade no acesso às escolas, e garantia de que toda criança conclua o ensino fundamental com proficiência em Língua Portuguesa e Matemática.

“Esses são os principais entraves da rede e muitas ações foram realizadas para superar esses desafios. O momento agora é de avaliar o que foi feito de positivo, medir as dificuldades e ver de que forma podemos avançar”, ressaltou a secretária adjunta de Ensino da Seduc, Ana Paula Renato. Segundo ela, esse monitoramento é feito em colaboração com os municípios, já que na maioria das vezes a dificuldade na aprendizagem se manifesta nos anos iniciais de escolaridade, na educação básica. Os baixos indicadores educacionais ainda registrados no Pará precisam de “atitude” para ser revertidos, frisou a secretária.

A Agenda da Aprendizagem faz parte do movimento Educa Pará, que tem como meta garantir o direito de aprender a cada aluno/aluna. Durante o encontro os educadores refletiram sobre três questões: ações foram realizadas para superar os desafios, inovações realizadas pela escola e expectativa para elevar as metas estipuladas.

Projetos de incentivo - A Agenda da Aprendizagem vem sendo implementada de várias formas. No município de Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), a Escola Cônego Batista Campos tem como principal desafio melhorar a alfabetização, principalmente no 5º ano, que registrava a maior taxa de evasão. “Criamos o Projeto Picolé da Leitura, que ajudou as crianças a formar palavras. Outro projeto é o Família Presente, que incentiva o aluno a trazer a família pra escola, e um melhor acolhimento dos alunos. Hoje, temos 100% de frequência”, disse o diretor Higor Palheta.

Já na Escola Regina Coeli, no PAAR (em Ananindeua), a Agenda da Aprendizagem enfatizou o controle da documentação, o controle diário de infrequência e a busca ativa. “Observamos uma queda de 75% da infrequência e menos de 10% de faltas”, informou o diretor José Ricardo dos Santos.

Segundo a diretora Rosa Borges, da Escola Armando Correia, a evasão é baixa, porém a leitura é deficiente. “Criamos o Projeto Educa Mais Um, no qual os alunos têm um turno extra para intensificar a alfabetização”, acrescentou. A escola também realiza o “Leitura Passaporte para o Mundo”, que motiva o aluno a levar o livro para casa em uma bolsinha e, quando retorna à escola, socializa o que aprendeu. Se ele não fizer a leitura conforme o esperado, a família é chamada à escola. Após essas iniciativas, 85% dos alunos melhoraram a leitura, garantiu a diretora.

O II Encontro Regional de Educação prossegue até a próxima quinta-feira (12), na Escola Anísio Teixeira, no bairro do Umarizal, em Belém. O encontro já foi realizado nas cidades de Santarém, Altamira e Marabá.