Estado convoca setores pecuarista e de supermercados para esclarecer abastecimento de carne bovina

Representantes garantem que a população paraense não ficará sem o produto

28/11/2019 21h42 - Atualizada em 29/11/2019 11h24
Por Governo do Pará (SECOM)

Em reunião solicitada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), representantes das entidades representativas dos setores pecuário e supermercadista garantiram na tarde desta quinta-feira (28) que não há risco de desabastecimento de carne bovina no Pará, tanto no varejo quanto no atacado.A exportação de gado do Pará não afeta o abastecimento interno, garantem os produtores

Após a reunião, o titular da Sedap, Hugo Suenaga, afirmou que a população paraense pode ficar tranquila quanto ao fornecimento de carne no Estado. “O governo, preocupado em observar o que está acontecendo no mercado paraense, convocou as entidades vinculadas à cadeia agropecuária para que a gente possa entender como o mercado está trabalhando hoje”, informou o secretário.

Hugo Suenaga ressaltou que, durante a reunião, teve acesso aos números apresentados pelo setor agropecuário comprovando que o Pará mantém o abastecimento normal. “Pelo que foi conversado aqui, a exportação da carne não influencia tanto no valor da carne. Um percentual de menos de 8% na exportação, que não condiz com o aumento no preço da carne”, ressaltou.O titular da Sedap, Hugo Suenaga, destacou a iniciativa do governo do Estado ao convocar a reunião

Além da Sedap, o Governo do Pará foi representado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme). Pelas entidades do setor participaram dirigentes da Associação dos Criadores de Carne do Pará (Acripará), Aliança Paraense de Carne (APC), Associação Paraense de Supermercados (Aspas), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa) e Sindicato da Carne e Derivados do Estado do Pará (Sindcarne).

Fatores - O presidente do Sindicarne, Daniel Freire, explicou que  são vários os fatores que contribuíram para o aumento do gado in natura, entre eles a sazonalidade do produto, a entressafra e baixa na produção de fêmeas.  Sobre a exportação para países como a China, por exemplo, apontada como a principal causa da instabilidade na oferta do produto, Daniel Freire garantiu que esse fator não influencia na oferta do produto. “A exportação da carne, em especial para a China,  consome uma porção pequena do abastecimento da carne no Estado. Não representa nem 8% do que é produzido no mercado”, reiterou. Ele disse ainda  acreditar que, no início de 2020, a oferta será normalizada após a entressafra.

Os representantes afirmam que os setores pecuário e supermercadista estão trabalhando dentro da normalidadeOs supermercados estão com o estoque de carne regular, afirmou Jorge Portugal, presidente da Associação de Supermercados do Pará. Com relação ao aumento no preço do produto, ele disse que, em função do comportamento do mercado, houve necessidade de repassar o reajuste ao consumidor final.

“Fazia bastante tempo que não tínhamos um aumento no preço da carne. Acreditamos que é sazonal, e logo os preços voltarão a reduzir. Tivemos a garantia do Sindicato dos Pecuaristas de que não haverá falta de carne”, acrescentou. (Texto: Rose Barbosa).