Parceria, eficiência e afeto marcam trabalho dos cães na PMPA

Após oito anos de trabalho, os animais saem do canil para a casa de seus adestradores

19/11/2019 11h22 - Atualizada em 20/11/2019 16h36
Por Larissa Noguchi (SECOM)

A Ivina, da raça pastor alemão, trabalhou durante 8 anos com a tropa de cães da Polícia Militar do Pará. Uma cachorra valente e que auxiliou muito o trabalho ostensivo durante várias operações da PMPA pelo Estado. Agora, ela tem um novo lar, já que após quase uma década os cães são aposentados por tempo de trabalho e ganham um novo lar, que geralmente é a casa de seu parceiro, no caso de Ivina, o sargento Humberto Mário.

Ivina e o sargento Humberto Mário da PMPA“É uma vida treinando e trabalhando com eles. Esses animais participam da nossa vida intensamente, são parceiros, não tem como não amar. Durante o meu trabalho aqui já adotei três cães do canil e a Ivina foi a última”, ressaltou o sargento, que trabalha há 28 anos na Polícia Militar

Atualmente, o canil conta com 17 animais, cada um com sua especialidade: faro de narcóticos, faro de explosivos, cães de guarda e demonstração (em escolas, logradouros públicos, espaços desportivos e comunidades carentes). Um veterinário e um auxiliar promovem os cuidados diários dos cães. Os animais são adquiridos por meio da compra por licitação ou doação (do público em geral, por outra instituição militar, por canis particulares).

Todos os cachorros recebem cuidados diários e são treinados por, pelo menos, quatro vezes na semana com prática de faro em narcóticos. Quatro raças de cães participam das ações e operações policiais: pastor alemão, pastor belga de Malinois, rottweiler e labrador. Segundo o capitão Nascimento, subcomandante do canil, a adoção dos cães é incentivada para que animal continue recebendo cuidados especiais. 

"A gente incentiva a relação de amor incondicional entre o cão e seu adestrador. Quando o cão de aposenta, geralmente, é o próprio adestrador que adota. Temos alguns critérios de adoção e a prioridade é para quem cuidou desse animal boa parte desse tempo”, ressaltou o capitão Nascimento.

As operações realizadas pelos cães da Polícia Militar do Pará são diversas: policiamento ostensivo a pé ou motorizado, demonstrações de cunho educacional e recreativo, policiamento em praças desportivas, controle de distúrbios civis, choque ligeiro com apoio de cães, conduta de patrulha com apoio de cães, controle de rebelião e fuga de presos, detecção de entorpecentes, armas, munições e artefatos explosivos, provas oficiais de trabalho e estrutura, formatura e desfiles de caráter cívico militar, em outras missões em que eles estejam treinamentos (crianças com distúrbio mental, no tratamento de criança, adolescentes e adultos autistas), além de operações de guarda e proteção.

Desde a última segunda-feira (18) até o dia 31 de dezembro, 10 cães, a pé, (tanto de guarda quanto de narcóticos) participaram da operação de segurança “K9” por vários pontos de maior movimentação em Belém. O objetivo é de aumentar a visibilidade do policiamento nas ruas e tranquilizar a população nos locais de grande fluxo de pessoas.

Histórico Canil da PM

A Unidade Policial tem 45 anos. Foi criada em 12 de outubro de 1974, denominada, à época, como Canil Central da PMPA e funcionava na Companhia de Rádio Patrulha, hoje já extinta. Foi transformada em Companhia Independente em 27 de março de 2001, por meio de um decreto estadual.