Emater orienta alunos da Apae Santarém com o plantio de mudas

04/11/2019 14h07 - Atualizada em 04/11/2019 14h51
Por Rodrigo Reis (EMATER)

Alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Santarém, no oeste paraense contam, há 30 anos, com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que orienta alunos e demais integrantes da instituição com orientação técnica na horta escolar da instituição. Apesar de duradoura, a parceria se fortaleceu em 2019 e, atualmente, está entre as atividades terapêuticas mais utilizadas pelos alunos.

No total, a Apae Santarém atende 289 usuários e, até o final do ano, a instituição espera que 150 estudantes participem das oficinas de plantio de alface, couve, coentro, cebolinha, tomate e chicória. O objetivo da Apae é promover a atenção integral à pessoa com deficiência, prioritariamente aquela com deficiência intelectual e múltipla. Atividades de plantio ajudam no processo de desenvolvimento dos alunos.

Para Orlece Alves, secretária executiva da Apae no município, a Emater visita a instituição de uma a duas vezes na semana para orientar alunos, pais e funcionários. “Não podemos ficar sem o apoio da Emater. São dois funcionários que orientam sobre mudas, espaço, plantio e isso nos ajuda muito, já que são atividades importantes para os alunos. O interessante é que os pais acompanhem os alunos nas atividades e, inclusive, isso acaba servindo de incentivo também para que eles reproduzam uma horta em casa, como muitos já fizeram”, comenta Alves.

Nas oficinas de plantio de hortaliças, os alunos aprendem a formar as mudas, regar e plantá-las. Quando colhidos, os alimentos são aproveitados nas refeições preparadas para as turmas. De acordo com Taciana Silva, extensionista rural do escritório local da Emater em Santarém, e que acompanha as atividades, o processo de aprendizado dos alunos se torna diferenciado porque engloba quatro fatores. “O terapêutico, o pedagógico, o lúdico e o participativo, inclusive com a presença dos pais dos alunos durante as ações. É importante essa integração”, garante.

As atividades são realizadas as sextas-feiras e o acompanhamento é contínuo. “A equipe ensina como fazer um canteiro, preparar uma área e também como realizar o processo de adubação. As ações de educação ambiental são necessárias no processo de conscientização dos alunos”, finaliza Taciana.

No espaço, há também um jardim sensorial que tem a função de estimular todos os cinco sentidos: visão, tato, olfato, audição e gustação dentro do contexto de interação com o ambiente. Árvores frutíferas também compõem o espaço. As folhas secas são recolhidas e separadas para servirem de adubo para o plantio das hortaliças na horta.  

Para a presidente da Emater, Cleide Amorim, o trabalho realizado pela empresa é diferenciado porque trabalha com um público muito especial. “Isso serve de exemplo para que outras Apaes do Estado também desenvolvam trabalhos semelhantes. E a Emater está pronta para colaborar ”, explicou.