Sejudh discute com quilombolas aplicação de recursos da Fundação Ford

24/06/2019 20h54 - Atualizada em 25/06/2019 10h27
Por Claudiane Santiago (SEJUDH)

Investimentos em políticas públicas para atender demandas de comunidades quilombolas no Pará, viabilizados com recursos da Fundação Ford, estão sendo discutidos pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e a Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu). As reuniões coordenadas pelo Programa Raízes, da Sejudh, ocorrem semanalmente na sede da entidade Malungu, localizada em Belém, para definir as ações que serão realizadas nos próximos meses com os recursos captados pela Secretaria.

A Sejudh viabilizou R$ 100 mil com a Fundação Ford - uma organização não governamental sediada em Nova Iorque (EUA), que financia programas de promoção da democracia e redução da pobreza. O recurso já está na conta da Secretaria para ser aplicado. A oficialização da doação ocorreu em maio, quando o titular da Sejudh, Rogério Barra, se reuniu com a representante da Fundação, Érika Yamada, na sede do escritório brasileiro da Ford Foundation, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Valorização - Na reunião ficou acordado que um representante da Fundação viria ao Pará para participar do processo de elaboração do documento, que será feito entre Sejudh, Fundação Ford e as associações que representam os interesses dos quilombolas. "Estamos em conversa com as pessoas que diretamente serão atendidas. O Estado está valorizando e resgatando a cultura e história das populações tradicionais", informou o secretário.

Entre as principais propostas já apresentadas estão a produção e publicação do atlas das comunidades tradicionais, para mapeamento e diagnóstico específico das populações quilombolas, com o objetivo de melhor atender às necessidades do segmento social. "Apresentamos o plano de uso do recurso que está sendo doado pela Fundação, como será aplicado na prática, para atender em campo as demandas das comunidades quilombolas", explicou o coordenador do Programa Raízes, Patrick Passos.