Semana de Humanização aproxima colaboradores de pacientes do Hospital Metropolitano

19/06/2019 23h42 - Atualizada em 20/06/2019 11h15
Por Dayane Baía (HMUE)

Encerrou nesta quarta-feira (19) a I Semana de Humanização do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Palestras, apresentação de cases e dinâmicas integraram uma programação que buscou compartilhar a Política Institucional de Humanização entre colaboradores, usuários e acompanhantes.

De acordo com Natália Failache, supervisora de Humanização do HMUE, essa primeira edição teve três dias para envolver os públicos da Unidade. "Para além de ações comemorativas, a humanização faz parte dos valores organizacionais do hospital, é o nosso atendimento refletindo na satisfação do colaborador e do usuário, bem como na sua plena recuperação", explicou.

Ela destaca a importância da empatia. "É necessário se colocar no lugar do outro mas sem somatizar a sua dor. É ter um olhar mais sensibilizado para o próximo, se solidarizar, escutar. É algo que temos de levar para vida e não restringir ao ambiente de trabalho", ponderou.

Para ela, o período de hospitalização não é fácil, tanto para o paciente quanto para o acompanhante. É preciso lembrá-los de que precisam ter autocuidado, se fortalecer para dar o suporte adequado aos entes debilitados.

A agenda previu o acolhimento aos pacientes e esclarecimentos sobre os direitos e deveres aos acompanhantes na sala de espera da Unidade de Terapia Intensiva, um momento delicado que os familiares vivem diante da complexidade dos quadros dos pacientes.

Para auxiliar na diminuição do estresse, eles passaram por uma sessão de fisio-tai-chi, um tratamento desenvolvido pelo fisioterapeuta do trabalho, Augusto Duarte. "Estar em grupo é uma forma de melhorar física, emocional e espiritualmente. Tentando relaxar, respirar, pensar de forma positiva é uma outra forma de ver o sofrimento. Ao extravasar, revigora o ânimo para seguir em frente, superando obstáculos. A pessoa se dá conta de que não está só", garantiu.

Com um som relaxante ao fundo, pacientes e acompanhantes em círculo foram convidados a se reconectar com si próprios. "É interessante, desenvolve o corpo, a mente e a alma. A gente está na rotina cansativa. O abraço é gostoso, conforta e alivia", falou Silvia Nascimento que passou o dia acompanhando uma amiga internada.

A programação também trouxe convidados para mostrar outros olhares sobre o atendimento humanizado. Reflexões bioéticas para a equipe multiprofissional sobre o acolhimento à população LGBTI foi tema de uma palestra proferida por integrantes da organização não-governamental Olivia. Outras práticas foram compartilhadas por profissionais da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, mostrando a trajetória e os desafios para humanização na Instituição.

A I Semana de Humanização reuniu esforços de diversos setores do HMUE, como Medicina do Trabalho, Humanização e Psicossocial. Colaboradores de diferentes áreas puderam conhecer e aprofundar informações sobre um dos pilares da cultura organizacional da Unidade.