Sejudh inicia atividades do "DH em Cena" para profissionais da educação

15/06/2019 09h12 - Atualizada em 17/06/2019 16h04
Por Claudiane Santiago (SEJUDH)

Ação tem como parceiros a Amatra8, Seduc e Tribunal Regional do Trabalho 8º RegiãoFormar profissionais da educação para disseminar temáticas sobre os direitos humanos é o objetivo do projeto "Direitos Humanos em cena", que iniciou as atividades nesta quinta-feira (13), no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região. A iniciativa é da Coordenadoria de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Escravo (CTETP), da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), voltada para educadores da rede pública de ensino.

A primeira ação do ano foi direcionada aos profissionais da Escola Acácio Felício Sobral, que participaram de oficinas sobre direitos humanos, violência intrafamiliar, uso e abuso de drogas, violência contra a mulher e abuso e exploração sexual. Os workshops contribuem para orientar e formar os funcionários da escola, para que possam compartilhar as informações relacionadas ao tema, através da arte cinematográfica e atividades lúdicas.

"É de suma importância dar andamento ao projeto DH em cena, pois sabemos que a educação transforma o mundo a nossa volta e poder torná-la mais humanizada é o ideal para que tenhamos maiores resultados", afirmou o coordenador da CTETP, Renato Menezes.

A ação tem como parceiros a Associação dos Magistrados Trabalhistas da Oitava Região (Amatra8), a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e Tribunal Regional do Trabalho 8º Região.

Programação conta ainda com a exposição 'Viver e (re)existir em Quilombos do Marajó', que mostra a vida de famílias de Soure

PC – Dentro da programação, a Polícia Civil promoveu a palestra “Crimes virtuais contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes”, ministrada pelo delegado Alenson Marlon Tavares, que representou a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) e a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e Adolescente (Deaca) de Ananindeua, unidades vinculadas a Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV).

“Nosso foco foi no sentido de conscientizar os profissionais da educação a denunciarem os crimes virtuais contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, e de como devem se portar quando os suspeitos também venham a ser um adolescente ou uma criança”, explicou o delegado.

Exposição

Como parte da programação, foi lançada a exposição "Viver e (re)existir em Quilombos do Marajó", sobre os modos de viver de 80 famílias do município de Soure, fruto da parceria entre Sejudh, Instituto de Desenvolvimento Sustentável "Mamirauá" e o fotógrafo Mauro Fernandes.

A exposição ficará no TRT 8, das 9h às 16h, até o próximo dia 30 junho, para dar visibilidade ao cotidiano das comunidades tradicionais do arquipélago do Marajó. Posteriormente, o acervo será doado ao Museu Quilombola do Marajó, como exposição permanente na localidade.