Semana do Meio Ambiente debate gerenciamento costeiro e educação

07/06/2019 22h42 - Atualizada em 07/06/2019 23h41
Por Ronan Frias (SEMAS)

Gerenciamento costeiro, monitoramento e educação ambiental foram os temas do terceiro dia da programação da Semana do Meio Ambiente, nesta sexta-feira (7), na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. O evento, com o tema Gestão Ambiental no Pará: Desenvolvendo Territórios Sustentáveis, é organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a UFPA e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade.

A educação ambiental foi destaque no terceiro dia da Semana do Meio AmbienteO professor e ambientalista Marcos Sorrentino, integrante da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), abordou os instrumentos da política pública nacional que podem ser trazidos para o Pará, e levar o projeto político de educação ambiental a cada um dos 144 municípios. "É preciso refletir a educação, de maneira geral, como cultural. Mudança permanente de cultura. Não jogar lixo no chão e outros comportamentos positivos são bons exemplos", apontou.

O técnico da Diretoria de Ordenamento, Educação e Descentralização da Gestão Ambiental da Semas, Lucivaldo Pontes, contextualizou a política nacional de educação ambiental na gestão do meio ambiente, com mobilização da sociedade civil, participação das ONGs (organizações não governamentais), fomento à criação de comissões interinstitucionais e pacto com secretarias municipais. "Temos que pensar educação ambiental a longo prazo, projetar as futuras gerações. Planejar desde a educação básica, e também a educação superior. Um território em bases sustentáveis é manter o equilíbrio entre o meio ecológico com o social e o econômico", destacou.

Zona costeira – Gilberto de Miranda Rocha, do Núcleo de Meio Ambiente (Numa/UFPA), falou do uso do território na zona costeira do Pará, e informou que esses espaços são de grande concentração populacional em todo o País e de grande vulnerabilidade, com riqueza de biodiversidade e espaço de conflitos por causa de interesses portuários, residenciais e turísticos, entre outros. O professor apontou que "por critérios ecológicos e socioeconômicos desses espaços, a ocupação costeira vem se intensificando nas últimas décadas decorrentes da urbanização, turismo, lazer e reestruturação produtiva, principalmente a industrial".

O evento reúne especialistas e estudiosos na UFPA"A participação social é muito importante em termos locais e global, ampliação do compartilhamento do conhecimento, mobilização dos atores afetados, aprimoramento dos mecanismos de controle social e apropriação da lógica estatal para solução dos problemas", acrescentou Alessandro Marçal, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O presidente da ONG  Amigos de Belém, Paulo Pinho, desenvolve o projeto Catamor na Maré, que recolhe lixo de praças, áreas costeiras e de outros ambientes, com o objetivo de reciclagem dos resíduos. "Amigos de Belém quer atrair, cada vez mais, voluntários para viabilizar a coleta seletiva e doar para cooperativas, realizar oficinas de compostagem e contribuir para um meio ambiente mais saudável", informou.