Setran inicia trabalhos para colocação do mastro central da ponte sobre o Rio Moju

Obras de recuperação de 268 metros da ponte devem finalizar em outubro

06/06/2019 10h18 - Atualizada em 06/06/2019 10h42
Por Heloá Canali (SECOM)

Após dois meses do acidente que derrubou a ponte do Rio Moju, a Secretaria de Estado de Transportes (Setran) iniciará, no próximo sábado (8), a cravação das estacas metálicas. Essas estacas formarão, mais adiante, os dois pilares do mastro central da ponte, que terá 45 metros de altura de concreto e 20 metros de estruturas mistas (aço-concreto) totalizando 65 metros de altura acima do tabuleiro (pista por onde passarão os veículos).

-Segundo Pádua Andrade, secretário de Estado de Transportes, as obras de reconstrução do trecho da ponte ocorrem dentro do prazo previsto, que é de 180 dias. "O serviço de cravação das estacas acontecerá durante todo o mês de junho. Em julho iniciaremos a montagem do tabuleiro misto que será em aço e concreto e terá 268 metros de comprimento. Em seguida, haverá a instalação dos cabos-estais, tudo dentro do prazo previsto para o novo trecho da ponte estar pronto em outubro deste ano", disse o secretário.

Segundo o titular da Setran, o prazo da obra é recorde se for levado em consideração o tempo de construções de obras como essa no Brasil. "A obra será feita em cinco meses, em ritmo normal, de acordo com os modelos brasileiros, ela levaria de um ano a um ano e meio para ser concluída", explicou Pádua.

O secretário informa ainda que os serviços não param. "Além de estamos trabalhando 24 horas por dia, todos os finais, de segunda a segunda para honrar o compromisso de restabelecer o tráfego de veículos na alça viária dentro do cronograma previsto, o projeto executivo prevê que todas as peças da nova ponte devem ser pré-fabricadas, ou seja, chegam prontas para serem montadas", detalhou o secretário.

Tabuleiro - O mastro central dará origem ao novo trecho de 268 metros de extensão da ponte, que será construída em estágios de 12 metros, quando são instalados estais para sustentação da pista. O serviço é, atualmente, a principal solução para produzir grandes vãos, como é o caso da ponte estaiada do rio Moju, que tinha 19 apoios e quatro deles foram derrubados pelo choque da embarcação, justamente por ter um vão de apenas 88 metros, inadequado para áreas de navegação de grandes embarcações.

-Uma parte do material para a obra da ponte está mobilizada em Belém (estacas e armações dos blocos e pilares) e outra parte está sendo fabricada por empresas de Fortaleza e São Paulo (Aduelas de aço do tabuleiro, segmentos de aço do mastro e as ancoragens dos cabos-estais).

"Antes de vir para Belém, todo o material passa por certificação de qualidade da área de engenharia da Setran, que garante o embarque apenas das peças testadas e aprovadas para a rápida montagem da ponte", explica Pádua Andrade.

O método construtivo tomou como diretriz a construção da ponte em dois eixos de ações: pré-fabricação da pista e parte do mastro, e a construção, in loco, da fundação e pilares. Essa determinação possibilita que a montagem final seja rápida o suficiente para atender o prazo previamente estabelecido.

Escombros - Segundo o titular da Setran, Pádua Andrade, a parte mais difícil da obra está sendo a retirada dos escombros do fundo do rio. Inicialmente, tentou-se mover os pedaços de pista e parte dos pilares inteiros, que pesam cerca de 1,2 tonelada, o que foi inviabilizado em razão do emaranhamento desses escombros. A partir dos estudos elaborados ao longo dos dias dessa ação, identificou-se ainda a necessidade de fragmentação das peças em partes menores, o que exigiu a ampliação dos equipamentos específicos para execução de atividades subaquáticas. A retirada total dos escombros e dos destroços deve ocorrer paralelamente a obra, no prazo de três meses.

Rampas - A Setran também já finalizou a pavimentação dos acessos dos dois lados do rio, nos municípios de Acará e Moju para a instalação de rampas flutuantes no local da ponte em obras. O teste da travessia, que depois dará início ao serviço de balsas, deve ser feito nesta sexta-feira (7), pela Capitânia dos Portos. A navegação no local não prejudicará o andamento da obra de reconstrução do trecho da ponte.

Fluxo intenso - Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), cerca de 10 mil veículos utilizam a Alça Viária diariamente. A rodovia PA-483 (Alça Viária) é um complexo de pontes e estradas que totaliza mais de 74 km de rodovias e 4,5 km de pontes, construídas para integrar a Região Metropolitana de Belém ao interior do Estado. Ela tem início na rodovia BR-316, na altura do município de Marituba, e termina no município de Barcarena, permitindo acesso às rodovias PA-475/PA-150 rumo ao sudeste e sul do Pará.

Alternativas - Paralelo aos trabalhos de melhoria das condições dos portos, que inclui pavimentação, tapa-buraco e limpeza das vias de acesso na capital, a Setran também está agilizando a manutenção de vias alternativas terrestres como a PA-252, vicinal Quilombolas e Perna-Sul, que estavam em situação precária de trafegabilidade. Nos próximos 15 dias, com a suspensão do tempo chuvoso, o acesso terrestre também estará liberado.

Arcon monitora qualidade dos serviços de travessia nos portos Belém/Barcarena

A Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-Pa) continua com equipes de fiscalização de plantão nos portos de Belém, monitorando os serviços de travessia de balsas para Barcarena. São observadas a obediência e as prioridades na travessia, as condições das embarcações e os valores tarifários cobrados pelas operadoras. A força-tarefa da Arcon acontece desde o dia da queda da ponte, como forma de amenizar os impactos sofridos pela população paraense.

Para atender o grande fluxo de veículos que se deslocam para Barcarena com destino à região nordeste do Estado, estão em operação quatro portos:

- Porto da Celte (veículos pesados)
- Henvil (veículos leves)
- Arapari (veículos pesados)
- Porto do Comara (pesados).

O Porto de Icoaraci ,que estava sendo utilizado para desafogar a travessia dos veículos pesados, foi substituído pelo porto da Comara.

Força-tarefa Arcon / Ponte do Rio Moju:

• Equipes de fiscalização de plantão nos portos
• Quatro portos em operação em Belém para atender o fluxo de veículos para fazer a travessia com destino a região nordeste do Estado.
• Porto da Celte (veículos pesados),
• Henvil ( veículos leves)
• Arapari ( veículos pesados),ambos na avenida Bernardo Sayão
• do Comara ( pesados), na Arthur Bernardes
• Em Barcarena dois portos para travessia:
*Porto do Arapari ( leves e pesados)
*Porto do Trambioca ( leves e pesados)
• Instalação de banheiros químicos para atender os motoristas que aguardam a travessia nos portos.
• 13 balsas em operação garantindo a travessia
• Representantes das empresas operadoras das balsas receberam treinamento para utilizar o aplicativo Navega Aqui.

A Arcon conta com equipes de fiscalização nos portos. Os usuários também podem fazer denúncias e reclamações por meio do número da Ouvidoria do 0800911717.